11/07/2005
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17h50
Em sabatina da Folha nesta segunda-feira em São Paulo, o escritor anglo-indiano Salman Rushdie, 58, afirmou que não é fã dos best-sellers de Paulo Coelho e de Dan Brown (autor de "O Código Da Vinci").
"Receio dizer que não gosto do trabalho de Paulo Coelho. Também não gosto de 'O Código Da Vinci', mas parece que o livro vende muito bem. Ou tenho mau gosto ou as outras pessoas têm", brincou o autor de "Versos Satânicos" e do recém-lançado "Shalimar, o Equilibrista". "Há livros facilmente consumíveis e que dão um conforto simples às pessoas. Não é o meu negócio."
Rushdie contou que descobriu a literatura latino-americana há muitos anos. Primeiro a de língua espanhola, com Jorge Luis Borges, Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes. Depois, a de língua portuguesa. "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" e "Dom Casmurro" o deixaram encantado por Machado de Assis.
"Não parecem livros escritos há cem anos. A impressão é que foram escritos anteontem", considera o escritor, queixoso do número limitado de obras brasileiras com tradução para o inglês.
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da Folha OnlineEm sabatina da Folha nesta segunda-feira em São Paulo, o escritor anglo-indiano Salman Rushdie, 58, afirmou que não é fã dos best-sellers de Paulo Coelho e de Dan Brown (autor de "O Código Da Vinci").
"Receio dizer que não gosto do trabalho de Paulo Coelho. Também não gosto de 'O Código Da Vinci', mas parece que o livro vende muito bem. Ou tenho mau gosto ou as outras pessoas têm", brincou o autor de "Versos Satânicos" e do recém-lançado "Shalimar, o Equilibrista". "Há livros facilmente consumíveis e que dão um conforto simples às pessoas. Não é o meu negócio."
| Jorge Araújo/Folha Imagem |
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| O escritor Salman Rushdie, durante sabatina na Folha |
Rushdie contou que descobriu a literatura latino-americana há muitos anos. Primeiro a de língua espanhola, com Jorge Luis Borges, Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes. Depois, a de língua portuguesa. "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" e "Dom Casmurro" o deixaram encantado por Machado de Assis.
"Não parecem livros escritos há cem anos. A impressão é que foram escritos anteontem", considera o escritor, queixoso do número limitado de obras brasileiras com tradução para o inglês.
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