02/10/2006
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01h02
O filme brasileiro "Proibido proibir", do diretor de origem chilena Jorge Durán, ganhou neste domingo o Grande Prêmio El Abrazo do Festival de Biarritz de Cinema e Cultura da América Latina. O filme "En el hoyo", do mexicano Juan Carlos Rulfo, levou o Prêmio Especial do Júri, que concedeu uma menção a outro filme mexicano, "Mezcal", de Ignacio Ortiz.
O equatoriano Manuel Calisto ganhou neste domingo o prêmio de melhor ator por seu papel em "Cuando me toque a mí", de seu compatriota Víctor Arregui. Já o prêmio de melhor atriz foi para a peruana Melania Urbina por sua atuação em "Mariposa negra", de Francisco Lombardi.
Jorge Durán vive desde 1973 no Brasil, onde trabalhou no cinema primeiro como roteirista (escreveu, entre outros, o roteiro de "Pixote"). Seu primeiro longa-metragem como diretor, "A cor do seu destino", filmado em 1986, ganhou vários prêmios.
Em "Proibido proibir", Durán narra a história de amor e amizade de três estudantes universitários de Rio de Janeiro que se vêem diante de episódios de violência e corrupção policial de seu país. Paulo (Caio Blat) e León (Alexandre Rodrigues, um dos atores de "Cidade de Deus"), estudantes de medicina e sociologia, respectivamente, são amigos inseparáveis e dividem seu apartamento.
Paulo se apaixona pela namorada de León, Leticia (María Flor), e uma difícil situação de triângulo amoroso é produzida no momento em que os três, tentando ajudar os filhos de uma paciente gravemente doente, se deparam com a violência das favelas e da corrupção policial.
Para Duran, seu filme pode ser visto como "uma espécie de reflexão sobre a ética de certos jovens". Ele afirmou que sua intenção não era "transmitir uma mensagem, mas simplesmente contar uma história" com o filme.
Durante a apresentação de seu filme em Biarritz, alguns críticos o compararam a uma obras-primas da Nouvelle Vague francesa: "Jules et Jim" de François Truffaut. Jorge Durán negou ter se inspirado nessa história.
"Em nenhum momento pensei nesse filme e, além disso, Truffaut não inventou o triângulo amoroso", disse. Jorge Durán já prepara seu terceiro filme, "Gabriel, a sombra do edifício", que começará a rodar em 2007.
Confira a relação dos filemes premiados no Festival de Biarritz:
Grande Prêmio El Abrazo: "Proibido proibir" de Jorge Durán (Brasil)
Prêmio Especial do Júri: "En el hoyo" de Juan Carlos Rulfo (México)
Menção especial do Júri: "Mezcal" de Ignacio Ortiz (México)
Prêmio de Interpretação feminina: Melania Urbina em "Mariposa negra" de Franciso Lombardi (Peru)
Prêmio de Interpretação masculina: Manuel Calisto em "Cuando me toque a mí" de Víctor Arregui (Equador)
Abrazo de Melhor Curta-metragem: "Alguma coisa assim" de Esmir Filho (Brasil)
Prêmio do Público: "Tiempo de Valientes" de Damián Szifrón (Argentina)
Prêmio de documentário: "Hartos evos aquí hay" de Héctor Ulloque Franco e Manuel Ruiz (Colômbia)
Menção especial para documentário: "La palomilla Salvaje" de Gustavo Gamou (México)
Prêmio Cinecurtas de curta-metragem: "XX" de Cristián Jiménez (Chile)
Prêmio Escolas de Cinema: "76" de Lucas Schiaroli (Argentina)
Prêmio Encontros de Jovens Diretores (filmes em projeto): "Hombre de una pieza" de Celso García (México).
Especial
Leia o que já foi publicado sobre "Proibido Proibir"
Brasileiro "Proibido proibir" ganha prêmio no festival de cinema de Biarritz
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da France PresseO filme brasileiro "Proibido proibir", do diretor de origem chilena Jorge Durán, ganhou neste domingo o Grande Prêmio El Abrazo do Festival de Biarritz de Cinema e Cultura da América Latina. O filme "En el hoyo", do mexicano Juan Carlos Rulfo, levou o Prêmio Especial do Júri, que concedeu uma menção a outro filme mexicano, "Mezcal", de Ignacio Ortiz.
O equatoriano Manuel Calisto ganhou neste domingo o prêmio de melhor ator por seu papel em "Cuando me toque a mí", de seu compatriota Víctor Arregui. Já o prêmio de melhor atriz foi para a peruana Melania Urbina por sua atuação em "Mariposa negra", de Francisco Lombardi.
Jorge Durán vive desde 1973 no Brasil, onde trabalhou no cinema primeiro como roteirista (escreveu, entre outros, o roteiro de "Pixote"). Seu primeiro longa-metragem como diretor, "A cor do seu destino", filmado em 1986, ganhou vários prêmios.
Em "Proibido proibir", Durán narra a história de amor e amizade de três estudantes universitários de Rio de Janeiro que se vêem diante de episódios de violência e corrupção policial de seu país. Paulo (Caio Blat) e León (Alexandre Rodrigues, um dos atores de "Cidade de Deus"), estudantes de medicina e sociologia, respectivamente, são amigos inseparáveis e dividem seu apartamento.
Paulo se apaixona pela namorada de León, Leticia (María Flor), e uma difícil situação de triângulo amoroso é produzida no momento em que os três, tentando ajudar os filhos de uma paciente gravemente doente, se deparam com a violência das favelas e da corrupção policial.
Para Duran, seu filme pode ser visto como "uma espécie de reflexão sobre a ética de certos jovens". Ele afirmou que sua intenção não era "transmitir uma mensagem, mas simplesmente contar uma história" com o filme.
Durante a apresentação de seu filme em Biarritz, alguns críticos o compararam a uma obras-primas da Nouvelle Vague francesa: "Jules et Jim" de François Truffaut. Jorge Durán negou ter se inspirado nessa história.
"Em nenhum momento pensei nesse filme e, além disso, Truffaut não inventou o triângulo amoroso", disse. Jorge Durán já prepara seu terceiro filme, "Gabriel, a sombra do edifício", que começará a rodar em 2007.
Confira a relação dos filemes premiados no Festival de Biarritz:
Grande Prêmio El Abrazo: "Proibido proibir" de Jorge Durán (Brasil)
Prêmio Especial do Júri: "En el hoyo" de Juan Carlos Rulfo (México)
Menção especial do Júri: "Mezcal" de Ignacio Ortiz (México)
Prêmio de Interpretação feminina: Melania Urbina em "Mariposa negra" de Franciso Lombardi (Peru)
Prêmio de Interpretação masculina: Manuel Calisto em "Cuando me toque a mí" de Víctor Arregui (Equador)
Abrazo de Melhor Curta-metragem: "Alguma coisa assim" de Esmir Filho (Brasil)
Prêmio do Público: "Tiempo de Valientes" de Damián Szifrón (Argentina)
Prêmio de documentário: "Hartos evos aquí hay" de Héctor Ulloque Franco e Manuel Ruiz (Colômbia)
Menção especial para documentário: "La palomilla Salvaje" de Gustavo Gamou (México)
Prêmio Cinecurtas de curta-metragem: "XX" de Cristián Jiménez (Chile)
Prêmio Escolas de Cinema: "76" de Lucas Schiaroli (Argentina)
Prêmio Encontros de Jovens Diretores (filmes em projeto): "Hombre de una pieza" de Celso García (México).
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