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Fusão Sky/DirecTV prejudica assinante
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Editor-chefe da Folha Online
Revolta com a falta de atendimento, queda incrível de qualidade de imagem, problemas técnicos diários e até violação da legislação: assim está a fusão da Sky e da DirecTV, aprovada em 2006 e iniciada em outubro. Foi por água abaixo a promessa do presidente da empresa, Luiz Eduardo Baptista, 46, de que 1,5 milhão de assinantes não teriam transtornos no processo.
O mais flagrante delito é o completo abandono dos assinantes das duas operadoras no serviço de atendimento. A Sky/DirecTV alterou o site após a fusão e simplesmente escondeu o número de telefone para eventuais queixas (0/xx/11 4004-2808 e 4004-2884).
Durante dez dias a reportagem tentou usar esse serviço, sem sucesso. Uma voz gravada informava que a espera por atendimento poderia chegar a uma hora, mas a ligação caía bem antes disso.
Os problemas técnicos se agravam, especialmente para os antigos 400 mil assinantes da DirecTV. Quedas de sinal são cada vez mais freqüentes, imagem com grandes variações de cor e transmissão (manchas surgem a toda hora), nomes de programas aparecem trocados na tela de informações, e seriados são exibidos ora com legenda, ora sem.
Em canais à la carte, como o Playboy (R$ 30 por mês extras na assinatura), a imagem está se tornando tão amarelada que o canal pode não cumprir nem mais a função de excitar: atrizes e atores parecem estar com icterícia grave.
Segundo um técnico (que pede para não ser identificado, por temer represália), isso ocorre porque o satélite usado atualmente pela operadora será desativado e não há interesse da empresa em gastar com manutenção. Até dezembro, todos os assinantes da DirecTV passarão a usar o satélite hoje da Sky (segundo previsão da própria empresa).
Outro grave problema é que, na DirecTV, canais como o Sony, Warner e todos da Discovery (o Discovery comum, o Health e o Travel & Living) estão com sua propaganda institucional e parte de suas propagandas transmitidas em espanhol há meses. Vários anúncios ainda vêm com uma tarja informando que sua veiculação é destinada apenas à Argentina.
São duas violações: veiculação de propaganda em língua estrangeira e o uso de publicidade proibida no Brasil.
Como não há atendimento, há pelo menos dois meses é quase impossível pedir o cancelamento das assinaturas.
Assinantes que se sentirem prejudicados devem procurar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon ou a Pro Teste.
Outro lado
Todos os problemas relatados no texto ao lado foram detalhados e encaminhados pela reportagem, por e-mail, para a assessoria de imprensa da Sky/DirecTV.
Por meio de sua assessoria, a empresa, no entanto, afirmou que não se manifestaria a respeito de nenhum assunto.
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