02/02/2007
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09h12
do Guia da Folha
Na forma, "Dias de Glória" (que concorre ao Oscar de filme estrangeiro) é um drama de guerra clássico, com cuidadosa reconstituição de época, dramaturgia sólida, direção discreta e atuações impecáveis.
No conteúdo, o filme apresenta um tema original: a participação de africanos do Norte, como argelinos e marroquinos, na luta para salvar a França do domínio nazista na Segunda Guerra --uma situação única (colonizados lutando para libertar seus colonizadores).
O longa se concentra nas histórias de quatro combatentes árabes: Said (o comediante Jabel Debbouze), que se torna empregado de um sargento; Yacine (Samy Naceri), que usa a guerra para melhorar de vida cometendo furtos; Messaoud (Roschdy Zem), que se apaixona por uma francesa; e o cabo Abd El-Kader (Sami Bouajila), que luta para que os soldados africanos tenham os mesmos direitos dos franceses.
Pela figura de El-Kader, a mais forte, fica claro que o cineasta franco-argelino Rachid Bouchareb usa "Dias de Glória" para fazer uma ponte entre o episódio da Segunda Guerra e a realidade atual dos imigrantes árabes na França.
Mas o diretor tem a sabedoria de confiar na força da situação do passado e não forçar as metáforas sobre o presente.
Especial
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"Dias de Glória" é drama de guerra com tema original
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RICARDO CALILdo Guia da Folha
Na forma, "Dias de Glória" (que concorre ao Oscar de filme estrangeiro) é um drama de guerra clássico, com cuidadosa reconstituição de época, dramaturgia sólida, direção discreta e atuações impecáveis.
No conteúdo, o filme apresenta um tema original: a participação de africanos do Norte, como argelinos e marroquinos, na luta para salvar a França do domínio nazista na Segunda Guerra --uma situação única (colonizados lutando para libertar seus colonizadores).
O longa se concentra nas histórias de quatro combatentes árabes: Said (o comediante Jabel Debbouze), que se torna empregado de um sargento; Yacine (Samy Naceri), que usa a guerra para melhorar de vida cometendo furtos; Messaoud (Roschdy Zem), que se apaixona por uma francesa; e o cabo Abd El-Kader (Sami Bouajila), que luta para que os soldados africanos tenham os mesmos direitos dos franceses.
Pela figura de El-Kader, a mais forte, fica claro que o cineasta franco-argelino Rachid Bouchareb usa "Dias de Glória" para fazer uma ponte entre o episódio da Segunda Guerra e a realidade atual dos imigrantes árabes na França.
Mas o diretor tem a sabedoria de confiar na força da situação do passado e não forçar as metáforas sobre o presente.
Especial

