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Conflitos no Paquistão e Afeganistão.


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Comentários dos leitores
caio bastos lucchesi (261) 04/12/2009 12h15
caio bastos lucchesi (261) 04/12/2009 12h15
Estratégia comprometedora,acaba injuriando alguns
inocentes,embora estes tenham sua parcela de cul
pa,quando deixam de denunciar os ´´talebans´´.
Em regiões inóspitas,as técnicas eletrônicas tendem
a confundir os objetivos.
Antes dos bombardeios indiscriminados,a Inglaterra
dispõe de meios para sanear o perímetro,brigadas
´´GURCKA´´,com carta branca podem disseminar o
contraterror,fazendo os servos de Bin Laden,usarem
fraldas,os argentinos sobreviventes nas Falklands
que o digam...
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Ricardo Perrone (53) 04/12/2009 12h07
Ricardo Perrone (53) 04/12/2009 12h07
O título dessa reportagem: "EUA autorizam CIA a ampliar ataques com aviões não tripulados no Paquistão", ficaria melhor se fosse: "EUA autorizam CIA a ampliar assassinatos com aviões não tripulados no Paquistão". E ainda tem gente que apoia países ocidentais a fazer isso! Como diferenciam que o alvo é de fato (100%) um militante e não um civil ou idoso ou mulher grávida? Por mais que a tecnologia seja avançada isso não é possível. E ainda que fosse, isso não tem base legal no direito internacional. Quando Saddam assassinava curdos jogando bombas químicas os hipócritas americanos e europeus condenavam. O mesmo acontece quando ditadores africanos não alinhados aos interesses de Washington cometem crimes de assassinatos ou repressões violentas. Dois pesos e duas medidas é isso que eles sempre aplicam! Fazem pressão sobre o Irã para não possuir armas atômicas, mas eles possuem os maiores arsenais nucleares da terra! Condenaram as eleições do Irã por suspeitas de fraudes mas apoiaram totalmente as eleições corruptas e extremamente fraudulentas no Afeganistão. O imperialismo do século XXI não é mais baseado na ocupação. É baseado na pressão (econômica), condenação (internacional) e na vísivel distorção entre o que se faz em benefício próprio e o que se cobra dos outros países. 13 opiniões
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Domingos Aparecido (147) 03/12/2009 22h50
Domingos Aparecido (147) 03/12/2009 22h50
INOCÊNCIA DO BARACK.
Muito me admira o Sr. Barack Obama, ter estudado nas melhores universidades e não ter aprendido ainda que essa guerra contra o Islã não se ganha com armas convencionais. Pode gastar 10 trilhões de dólares e morrer milhares de crianças, mulheres e soldados e a carnificina continua. O assunto é "religioso", a rixa começou há 4 mil anos quando Abraão, desobedecendo a Deus, transou com a jovem Agar. Desse relacionamento nasceu Ismael (pai dos Árabes), aí começou a briga (Isaque x Ismael) que dura até hoje. O fim dessa guerra se dará após o Arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus Cristo, implantação do governo mundial do Anticristo e o ataque das nações contra Israel no Monte Megido (Armagedom).
Está escrito: Zac 12:11 - Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido.
Maranata.
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eduardo de souza (537) 03/12/2009 17h10
eduardo de souza (537) 03/12/2009 17h10
Luiz souza, conseguiu descrever o modo de pensamento político do povo brasileiro... E o que é pior, ele não esta errado.
Obama não é nenhum coitado, foi educado(treinado) dentro das escolas e nas regras do eixo dominador.
Russia, seja mais rapido em montar as fabricas de armas na Venezuela. A Água meus caros, é o bem maior do planeta.
Os bichos estão vindo...
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Marcelo Moreto (206) 03/12/2009 15h35
Marcelo Moreto (206) 03/12/2009 15h35
Pois é, que tipo de risco o Afeganistão pode trazer aos Estados Unidos, visto que para nós entrarmos lá existem burocracias imensas? Obama se não tinha percebido, percebeu que a economia norte americana depende das indústrias de armas bem como inovação das mesmas. Dependem e precisasm de cobaias para testa-las também. Afinal, eles não testarão as armas que desenvolvem em seus cidadãos. Armas alavancam a economia norte americana. Por que eles ficam tão incomodados quando determinado país desenvolve novas técnicas nucleares mesmo sem saber o intuito? Por que ele não começam eliminando suas próprias armas? Eis a questão que já temos respostas... 7 opiniões
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Jaime Dos Santos (3) 02/12/2009 18h26
Jaime Dos Santos (3) 02/12/2009 18h26
Coitado do Obama, foi engolido pelo complexo industrial militar dos EUA. Evidentemente que o Taleban é composto por Afegãos e somente cabe ao povo Afegão isolá-los. Vem ai o Vietnan do Obama!!!! 3 opiniões
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Luiz souza (3) 02/12/2009 12h25
Luiz souza (3) 02/12/2009 12h25
População brasileira
10% não sabe ler, passa fome, condições de vida miseravel
70% só pensam em futebol, carnaval, discutem sobre a melhor cerveja, fornula 1, etc
15% sabem q algo está errado, mas continuam agindo como os acima
5% se informam, tem memória política, discutem o aquecimento global, vem jornal
e o pessoal ainda se surpreende com a roubaralheira... com esse nivel de eleitores...
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O Pacificador (271) 02/12/2009 08h25
O Pacificador (271) 02/12/2009 08h25
"Obama diz que nova estratégia para o Afeganistão custará US$ 30 bi..."
Se as tais "forças de coalizão", continuarem no mesmo caminho, que foi também a receita usada pelos soviéticos nos anos 80, tudo que conseguirão será o aumento das perdas humanas e aniquilação da população civil.
Mais dinheiro, na alternativa errada, só levará aos aliados, a um buraco maior e mais profundo...
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ANTONIO JOÃO JARDIN (314) 02/12/2009 08h22
ANTONIO JOÃO JARDIN (314) 02/12/2009 08h22
SERA UMA SAIDA A "LA VIETNAN ! ,TIPO PÉ NA BUNDA > CUSTAR 39 BI, É MOLEZA É SÓ RODAR A QUITARRA > UM ECONOMISTA HOLANDES , DISSE QUE O EUA , JÁ NÃO SABEM QUANTAS" VERDINHAS" FOI EMITIDAS DESDE 1999 (! ? ) TEM COMPRADOR 2 opiniões
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J. R. (1195) 02/12/2009 05h46
J. R. (1195) 02/12/2009 05h46
"Em discurso nos EUA, Obama diz que deve iniciar saída do Afeganistão em 2011; 30 mil tropas serão enviadas ao país em 2010" - Obama sabe que isso não tem como ser cumprido; assim como apoiou a restituição do presidente deposto de Honduras mas não 'de fato', assim fica clara a diferença entre os ditos "democratas' e o partido republicano, que são menos "hipócritas" e não abusam tanto do cinismo. Dizem que os democratas americanos são mais danosos ao Brasil que os republicanos que nos ignoram. 3 opiniões
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J. R. (1195) 02/12/2009 05h10
J. R. (1195) 02/12/2009 05h10
"Japão apoia nova estratégia dos EUA no Afeganistão" - Obviamente que seja lá qual for o governo que está no Japão ou na Alemanha, eles sempre estarão com os "olhos da cobiça" voltados para o petróleo do mar negro, assim sendo apoiarão qualquer ação americana no Afeganistão, só não investem nos Balcãs devido à pertencer à esfera russa. Taleban? isso é estória 'para boi dormir' e religiosos em geral. 4 opiniões
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Marcio Alves Vieira (127) 01/12/2009 22h49
Marcio Alves Vieira (127) 01/12/2009 22h49
Na boa, só acho que o presidente Obama devia esclarecer ao povo norte americano o porque da guerra, "petrólio" !
Isso seria aceitável, agora dizer que a guerra se dá contra o terrorismo, blá blá blá...
É exigir muito do povo norte americano.
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Joel Saraiva (144) 27/11/2009 17h22
Joel Saraiva (144) 27/11/2009 17h22
Mundo civilizado, cultura adiantada, ou seja, de primeiro mundo, Europa, é assim, quando o sujeito "peca", não adianta "confessar para o padre", nem pedir perdão a Deus, o negócio é ir direto para o inferno. Lá pelo menos, terá companheios que já fazem "festa" com o que desviou, junto com seu chefe, o Satã. Quem tem vergonha na cara, não quer enfrentar a sociedade pela frente, após o cometimento de atos ilícitos e imorais. No Japão, costumam cometer o harakiri, na Ásia de modo em geral, e Europa, pedem perdão e, vão prá casa se esconder de vergonha. No Brasil, continuam na política, de cara limpa, engabelando o povo, não temendo a Justiça, pelo contrário, contratam advogados dos mais expressivos, para se safarem. Também pudera, estamos ainda na faixa do terceiro mundo, somos latinos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo/SP 10 opiniões
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Antonio Fouto Dias (2868) 27/11/2009 16h50
Antonio Fouto Dias (2868) 27/11/2009 16h50
Em qualquer país sério e principalmente desenvolvido, quando se descobre um escândalo, os envolvidos correm para renunciar aos seus cargos.
E no Brasil, como se comportam os políticos envolvidos em escândalos?
Ah!!! Estou me lembrando do que disse um reporter em um telejornal, quando se referia à corrupção:
'ENQUANTO NA ÁSIA, OS CORRUPTOS QUANDO DESCOBERTOS, SE MATAM, NO BRASIL ELES MORREM, DE RIR".
Éh!!! Faz sentido.
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Jaime Dos Santos (3) 27/11/2009 13h14
Jaime Dos Santos (3) 27/11/2009 13h14
São mdois pesos e duas medidas: Israel não permite inspeções em seu arsenal atômico e fica por isso mesmo, já o Irã, não pode enriquecer urânio> Um General ordena ataques que matam civis no Afeganistão e sequer é processado por crimes de Guerra, enquanto faz-se um alarde incrível com a Coréia do Norte. Oh ! Hipocrisia 6 opiniões
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Wilson Carvalho (27) 27/11/2009 12h19
Wilson Carvalho (27) 27/11/2009 12h19
Já imaginou de o exemplo fosse seguido aqui no Brasil???
O Senado, a Camara dos Deputados, a Prefeitura...estariam vagos...sem ninguém.
èta Pais de um povo corrupto e sem escrúpulos!
Depoia vamos lá;;;Votem..Votem...ahahahahh
Que bando de otários que nós somos....Uma democracia plena...
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Renato Oliveira Pinto (1) 25/11/2009 08h30
Renato Oliveira Pinto (1) 25/11/2009 08h30
e verdade 2 opiniões
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ROBERTO WILLIAM BANGOIM (64) 24/11/2009 15h04
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (64) 24/11/2009 15h04
Impressionante como reduzirama DEMOCRACIA um balaio de gato ideológico sem principios nobres da civilização humana. Pasmem! temos naçoes como os EUA apoindo e se alinhando a todos os tipos da escoria humana para fazer frente seus interesses. O prenuncio da queda do imperio inicia-se... Pode levar décadas mas é inconrteste quem acompanha a história dos grande impérios... o pormenor é quando começam a ruir.. Pois acho que estamos vivendo esse tempo inicial. Quando o ciclo irá se fechar , não sabemos ainda, mas começou. Invasão imoral no IRAQUE, AFGANISTÃO, pressão em paises que não se alinham a ideologia ocidental etc são exemplos. A era do dominio do império vencedor ( guerra fria) mostrou que todos tem seu dia... O sonho americano de respeito a liberdade , livre expressão e direitos humanos,,,,esqueçam,,, o papel dessa grande nação . Perdeu-se. Os sinais começaram... 13 opiniões
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Guilherme Lemmi (235) 24/11/2009 11h14
Guilherme Lemmi (235) 24/11/2009 11h14
"Afeganistão fica em 2º lugar em ranking dos países mais corruptos".
é essa a 'democracia' que os EUA criaram?
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Gedeão Barros (154) 24/11/2009 10h51
Gedeão Barros (154) 24/11/2009 10h51
Poucas vezes li um pronunciamento de presidente de um país das Américas tão realista quanto este do Sr. OSCAR ARIAS, da COSTA RICA. Até que enfim um dirigente com a mente aberta e com visão de futuro. Ele é discriminado pelo nosso "grande" Lula, Evo Cocaleiro, Hugo Chapolin e Correa ... arghhhhh.
Peço que leiam e reflitam.
Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.
Há também uma diferença muito grande. Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.
Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante. Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.
Que fizemos errado? Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos.
Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.
Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.
Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países. Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano. Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.
No meu pronunciamento me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.
Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000* milhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo;
é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infra-estruturar necessária, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.
Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.
Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o pragmatismo.
Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: "Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".
E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer. Muchas gracias."
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