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02/04/2007 - 10h38

Chávez impõe rígida lei seca em feriado e gera onda de protestos

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FABIANO MAISONNAVE
da Folha de S. Paulo, em Caracas

O etanol já não é o único tipo de álcool que sofre restrições de Hugo Chávez: desde sexta-feira, a Venezuela está sob uma rígida lei seca para tentar diminuir o número de acidentes durante o feriado da Semana Santa, o mais concorrido do país.

Mas a medida, inédita e promulgada sem aviso prévio na terça, pegou muita gente de surpresa e provocou chiadeira nas lotadas praias do país.

A resolução proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas estradas durante todo o feriado. Nos demais locais, a comercialização só é permitida entre as 10h e as 17h na maioria dos dias. Na quinta, na sexta e no domingo, a venda será totalmente vetada.

Na Isla Margarita, principal destino turístico do país, o anúncio promoveu o cancelamento de dezenas de eventos. Entre as empresas afetadas está a cervejaria brasileira Brahma, obrigada a mudar o calendário de festas que patrocinaria em casas noturnas, segundo o jornal "El Nacional".

Ontem à noite, estava prevista uma manifestação em Margarita de comerciantes locais, que reclamam perdas "milionárias". Na semana passada, eles tentaram derrubar a medida na Justiça, sem sucesso.

"Os que protestam pela implementação da Lei Seca são os mesmos de sempre, a Associação das Casas de Bebidas e os comerciantes, o bendito capitalismo que temos incrustado na alma. Mas o povo está tranqüilo, acolheu a decisão", disse ontem o ministro da Infra-Estrutura, José David Cabello.

Chávez tem falado sobre mudar radicalmente o comportamento dos venezuelanos por meio da criação de um "homem novo", sob o socialismo.

"A construção de um modelo socialista vem acompanhada, de maneira estrutural, de todo o corpo que sustenta uma nova sociedade, e deve existir um equilíbrio entre a práxis e a teoria revolucionária para que os antigos vícios que provêm do antigo modelo social não invadam e afetem o nascimento da nova sociedade, é dizer, a gênese do homem novo", disse Chávez, no mês passado.

O governo calcula que 12 milhões de pessoas se deslocarão até domingo, quase metade da população.

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