Viúva de jornalista morto no Paquistão entra com ação nos EUA
da France Presse
A viúva de Daniel Pearl, jornalista do Wall Street Journal seqüestrado e decapitado em 2002 no Paquistão, entrou com uma ação na justiça federal dos Estados Unidos nesta quarta-feira contra 23 membros da rede terrorista Al Qaeda.
O pedido de 49 páginas apresentado por Mariane Pearl em Nova York afeta também um dos maiores bancos paquistanês, o Habib Bank, acusado de transferir dinheiro para a conta de uma organização islâmica supostamente ligada ao seqüestro e morte do jornalista.
"Procuro a verdade para saber o que aconteceu com Daniel, em nome de nossa família, de nossos amigos e para a informação da opinião pública", disse Mariane Pearl em comunicado.
Entre as personalidades afetadas pela ação impetrada por Pearl está Khalid Sheikh Mohammed, considerado o cérebro dos atentados de 11 de setembro de 2001, detido nos Estados Unidos. Segundo o exército americano, ele admitiu a um tribunal militar ter decapitado o jornalista.
A ação também cita Ahmed Omar Said Shheikh, apelidado Sheikh Omar, condenado à morte por um tribunal paquistanês pelo envolvimento no assassinato de Pearl, e Fazal Karim --este último teria dito às autoridades paquistanesas que agrediu Daniel Pearl quando o jornalista tentou fugir e que o havia dominado no momento do assassinato.
Daniel Pearl dirigia o escritório do sudeste asiático do "Wall Street Journal". Ele foi seqüestrado em janeiro de 2002 em Karachi, quando tentava entrar em contato com extremistas islâmicos.
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