31/01/2002
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07h12
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou que lamentava não ter liquidado o presidente da Autoridade Palestina, Iasser Arafat, em 1982, durante a Guerra do Líbano. A declaração foi divulgada hoje em um entrevista publicada no jornal israelense "Maariv". Sharon comandou a invasão de 1982 -quando quase 20 mil pessoas foram mortas-, com o intuito de expulsar palestinos do território libanês.
"No Líbano, havia um acordo para que ele [Arafat] não fosse eliminado, agora lamento", disse Sharon. A íntegra da entrevista será publicada na edição de amanhã, mas o jornal divulgou alguns trechos hoje.
Durante a invasão do Líbano, em 1982, Sharon era ministro da Defesa de Israel, e Iasser Arafat, que já era chefe da OLP (Organização para Libertação da Palestina), dirigia os combates palestinos na capital libanesa.
Para Saeb Erekat, principal negociador palestino, os comentários de Sharon ``refletem o que sempre foi dito: que ele está tentando acabar o que começou em 1982; quando um primeiro-ministro anuncia abertamente suas intenções criminais, isso reflete com que tipo de governo estamos lidando''.
Raanan Gissin, porta-voz de Sharon, disse hoje que Israel não pretende assassinar Arafat. "A política hoje não é eliminá-lo fisicamente", afirmou.
Sharon prometeu "um dia" escrever um memorando conjunto com seu chanceler, Shimon Peres (que é seu adversário político), selando o fim das hostilidades com os palestinos. Em declarações anteriores, Sharon nunca reconheceu a reivindicação palestina de criar um Estado na Cisjordânia, faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel em 1967.
"No final das contas, um Estado palestino independente será criado. Terá de ser desmilitarizado, apenas com uma força policial para manter a ordem pública. Em nome da paz verdadeira, estou disposto a abrir mão de partes da Terra de Israel", disse Sharon.
Com agências internacionais
Leia mais no especial Oriente Médio
Sharon lamenta não ter "liquidado" Arafat na Guerra do Líbano
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da Folha OnlineO primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou que lamentava não ter liquidado o presidente da Autoridade Palestina, Iasser Arafat, em 1982, durante a Guerra do Líbano. A declaração foi divulgada hoje em um entrevista publicada no jornal israelense "Maariv". Sharon comandou a invasão de 1982 -quando quase 20 mil pessoas foram mortas-, com o intuito de expulsar palestinos do território libanês.
| Reuters - 1.nov.2001 |
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| Ariel Sharon, primeiro-ministro de Israel |
Durante a invasão do Líbano, em 1982, Sharon era ministro da Defesa de Israel, e Iasser Arafat, que já era chefe da OLP (Organização para Libertação da Palestina), dirigia os combates palestinos na capital libanesa.
Para Saeb Erekat, principal negociador palestino, os comentários de Sharon ``refletem o que sempre foi dito: que ele está tentando acabar o que começou em 1982; quando um primeiro-ministro anuncia abertamente suas intenções criminais, isso reflete com que tipo de governo estamos lidando''.
Raanan Gissin, porta-voz de Sharon, disse hoje que Israel não pretende assassinar Arafat. "A política hoje não é eliminá-lo fisicamente", afirmou.
Sharon prometeu "um dia" escrever um memorando conjunto com seu chanceler, Shimon Peres (que é seu adversário político), selando o fim das hostilidades com os palestinos. Em declarações anteriores, Sharon nunca reconheceu a reivindicação palestina de criar um Estado na Cisjordânia, faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel em 1967.
"No final das contas, um Estado palestino independente será criado. Terá de ser desmilitarizado, apenas com uma força policial para manter a ordem pública. Em nome da paz verdadeira, estou disposto a abrir mão de partes da Terra de Israel", disse Sharon.
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