Começa votação de referendo na Colômbia
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da France Presse, em Bogotáda Folha Online
Começou hoje às 8h (11h em Brasília) a votação de um referendo proposto pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, que tenta realizar uma profunda reforma política e fiscal no país. Cerca de 75 mil mesas de votação ficarão abertas durante oito horas.
Uribe está arriscando seus níveis de popularidade de mais de 70% ao promover um referendo que a maioria da população considera "complicado".
O referendo, considerado inútil por seus críticos, submeterá à consulta, entre outros pontos, a redução de 268 para 218 cadeiras no Congresso, a supressão das entidades de controle regionais e a perda dos direitos civis dos funcionários envolvidos em fraudes contra o Estado.
Também serão discutidas medidas de ajuste fiscal, que congelarão os salários dos empregados públicos e os gastos do Estado por dois anos, limitando pensões e privilégios dos servidores.
A intensa campanha governamental, liderada pelo próprio Uribe, pretende levar 6,2 milhões de colombianos --25% do censo eleitoral-- às urnas hoje, para validar a consulta. Amanhã, os colombianos escolherão governadores, deputados, prefeitos e vereadores.
Referendo
Uribe pediu ontem que os eleitores compareçam em massa ao referendo de hoje, convocado para reforçar o combate à "corrupção, à politicagem e ao terrorismo".
"O referendo de amanhã não é milagroso, mas será um passo para que a Colômbia possa golpear a corrupção e a politicagem, e ganhar força na luta contra o terrorismo", disse Uribe em rede nacional de rádio e TV."A democracia une a nação, isola o terrorismo e os corruptos, e nos ajuda a sair das dificuldades", acrescentou.
"A Colômbia, com o maior desafio terrorista do mundo, resolveu vencê-lo com um exercício de autoridade firme e com ainda mais democracia".
"Nossa determinação frente aos terroristas é apenas uma: derrotá-los de um modo ou outro", concluiu Uribe.
Eleições
Amanhã, serão realizadas as eleições regionais para a escolha de governadores, prefeitos, vereadores e deputados, acuados nas últimas semanas por uma ofensiva terrorista dos grupos armados ilegais, que explodiram carros-bomba, entre outros artefatos, em várias regiões do país.
Além disso, 29 candidatos foram assassinados ao longo da campanha, muitos acabaram sequestrados e dezenas renunciaram às suas aspirações políticas, devido à pressão e às ameaças de guerrilheiros e paramilitares.
Cerca de 3.500 colombianos morrem a cada a ano em decorrência do conflito armado --envolvendo forças do governo, guerrilhas de esquerda e paramilitares de direita-- que atinge o país há décadas.
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