Papa e europeus condenam ataque contra base italiana no Iraque
da Folha OnlineO papa João Paulo 2º, 83, expressou hoje "sua dor pelo vil atentado" realizado hoje no Iraque, que matou 25 pessoas --17 italianos e oito iraquianos. Espanha, França, Alemanha e Polônia também condenaram o ataque.
Em um telegrama, enviado ao presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, o papa condenou a explosão de um caminhão-bomba contra uma base militar italiana na cidade de Nassiriah (sul do Iraque).
"Acabo de ser informado sobre o vil atentado em Nassiriah, no Iraque, no qual (...) soldados italianos perderam a vida em cumprimento generoso de sua missão de paz", escreveu o papa.
| Reuters - 12.set.2003 |
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| O papa João Paulo 2º, 83 |
João Paulo 2º disse que rezou pelas vítimas e enviou a familiares e parentes dos militares e civis "sua sentida solidariedade e oração".
Europa
O primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar, condenou, em um telegrama enviado ao premiê italiano, Silvio Berlusconi --o "atentado selvagem e vil" contra o quartel-general do contingente italiano em Nassiriah.
A França fez coro às críticas. "O ministro [das Relações Exteriores] Dominique de Villepin condenou energicamente este atentado horrível que atinge tão duramente um dos nossos mais próximos amigos e aliados", disse à imprensa o porta-voz do Ministério das relações Exteriores francês, Hervé Ladsus.
O ministro das Relações Exteriores alemão, Joschka Fischer, exprimiu "profunda consternação" e "indignação por aquele ato terrorista abominável" após o atentado.
A Polônia --que perdeu seu primiero soldados no Iraque na quinta-feira (6)-- lamentou o atentado, que classificou como "uma nova prova de que as operações terroristas levadas a cabo pelas forças favoráveis a Saddam Hussein assumem uma forma organizada e planificada".
Itália
O presidente italiano chamou a explosão de "um ataque terrorista". Berlusconi, disse que "esta sabotagem não impedirá o compromisso italiano de ajuda ao Iraque."
Esta foi a pior baixa de italianos em um único ataque desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a primeira baixa de soldados italianos em ação no Iraque desde o início da guerra, em março.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.
Tony Blair, premiê britânico, e Berlusconi foram os principais aliados do presidente dos EUA, George W. Bush, em sua investida militar contra o Iraque, apesar da rejeição internacional, liderada por Alemanha e França.
Com agências internacionais
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