"Explosão está ligada a rebeldes tchetchenos", diz ministro russo
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da Folha OnlineO ministro russo da Justiça, Yuri Chaika, declarou hoje que guerrilhas tchetchenas estavam provavelmente por trás da explosão que atingiu um trem no sul da Rússia, matando 36 pessoas, segundo informou a agência de notícias Interfax.
"Eu acho que esse ato criminoso [...] está ligado às atividades dos terroristas tchetchenos, com o objetivo de desmoralizar as pessoas e desestabilizar a situação nas vésperas das eleições da Duma", afirmou Chaika, segundo a Interfax.
No domingo (7), os russos vão eleger os 450 deputados da Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo) para um mandato de quatro anos. Trata-se da quarta eleição legislativa depois da dissolução da União Soviética, em 1991.
A eleição deve ampliar o apoio aos aliados políticos do presidente russo, Vladimir Putin, que adotou uma linha dura contra os separatistas tchetchenos.
Putin disse hoje que a explosão era "uma tentativa de desestabilizar o país nas vésperas de eleições parlamentares", segundo informou a agência de notícias Itar-Tass.
"Os criminosos não vão conseguir nada com isso", afirmou Putin durante uma reunião com importantes autoridades de segurança, segundo a Itar-Tass.
O Ministério de Emergências disse que 36 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas na explosão, que ocorreu antes das 8h (3h em Brasília), quando o trem, lotado, estava na estação Yessentuki, no sul da Rússia.
Tanto a FSB (a antiga KGB, a polícia secreta soviética) como o Ministério do Interior disseram que, aparentemente, uma mulher detonou o explosivo, que partiu o segundo vagão do trem em dois.
A explosão ocorreu na região de Stavropol, ao norte da Tchetchênia, palco de batalhas contra forças russas há mais de uma década. Foi o segundo ataque do tipo em três meses na mesma linha de trem.
Com agências internacionais
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