Ataque com carro-bomba mata 20 em frente ao QG dos EUA em Bagdá
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da Folha OnlineUm ataque suicida com carro-bomba deixou hoje pelo menos 20 mortos e 60 feridos na entrada principal da sede das forças de coalizão liderada pelos EUA em Bagdá. É o pior ataque no Iraque desde a captura do ex-ditador Saddam Hussein, no mês passado. Entre os mortos estão dois civis, aparentemente americanos.
O carro-bomba era um Toyota branco que continha aproximadamente 500 kg de explosivos, segundo informou o coronel Ralph Baker, porta-voz militar americano.
A camionete explodiu por volta das 8h (3h em Brasília) diante da chamada "Porta dos Assassinos", a entrada principal de um antigo palácio de Saddam Hussein que atualmente é usado como sede das tropas da coalizão na capital iraquiana.
No momento da explosão, dezenas de veículos de funcionários iraquianos que trabalham para a coalizão formavam uma fila na entrada do palácio para que todos fossem registrados antes do início do expediente.
Sangrento
O atentado é o mais sangrento na capital iraquiana desde os que aconteceram no dia 27 de outubro do ano passado e que tiveram como alvos a sede da Cruz Vermelha e quatro delegacias polícia, deixando um saldo de 42 mortos. É o primeiro ataque dessa magnitude contra a sede da coalizão na cidade.
Também é o primeiro atentado cometido em Bagdá em 2004. Na noite de 31 de dezembro, um carro-bomba causou oito mortes diante de um restaurante de Bagdá.
O administrador civil americano no Iraque, Paul Bremer, que mora no palácio mas no momento está nos Estados Unidos, condenou o atentado. O site das tropas da coalizão divulgou um comunicado no qual ele afirma que as mortes são "trágicas e indesculpáveis".
"Terroristas"
Hamid al Kafai, porta-voz do Conselho de Governo Iraquiano, que divulgou o número de mortos durante uma entrevista coletiva, afirmou que os responsáveis pelo ataque eram "terroristas" aliados de Saddam Hussein.
O general Mark Kimmitt, da 101ª Divisão Aerotransportada, afirmou acreditar que dois dos mortos eram americanos. "Estamos esperando a confirmação."
Kimmitt declarou que autoridades não puderam confirmar a nacionalidade das vítimas por causa da "natureza do crime".
Com agências internacionais
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