22/11/2004
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09h46
O relatório médico do líder palestino Iasser Arafat, morto no dia 11 de novembro na França, foi entregue nesta segunda-feira ao seu sobrinho Nasser al Kidwa, que afirmou não haver um "diagnóstico" que explique a morte de Arafat.
Ele também disse que "testes toxicológicos foram feitos, e não foram encontrados vestígios de venenos conhecidos pelos médicos."
Apesar disso, Al Kidwa não descartou categoricamente a hipótese de envenenamento, dizendo que "não há uma prova" de que esta não tenha sido a causa. "Não estou afirmando nada, mas não estamos na posição de excluir nenhuma hipótese."
Al Kidwa atribuiu a morte do líder palestino à sua permanência na Muqata [o complexo da Autoridade Nacional Palestina na cidade de Ramallah], onde permaneceu confinado por forças israelenses durante dois anos e meio.
"Eu acredito que as autoridades israelenses são responsáveis pelo que aconteceu, pelo menos pelo confinamento do presidente [da Autoridade Nacional Palestina, ANP] no complexo [da Muqata] em condições muito ruins", disse.
"Para os médicos, o caso foi considerado encerrado. Para nós, e por causa da falta de clareza no diagnóstico, uma pergunta ainda fica e eu, pessoalmente, acredito que ela permanecerá", afirmou Al Kidwa.
Segundo ele, o relatório médico tem 558 páginas e está acompanhado de radiografias.
"Iasser Arafat não pertence a uma pessoa ou família, mas a todo povo palestino. Vou entregar o relatório a uma comissão da ANP criada para estudá-lo", afirmou.
Disputa
Há vários dias, a viúva de Arafat, Suha Tawil, 41, que já obteve uma cópia do boletim, sustenta uma polêmica sobre o tema com os dirigentes palestinos, e ameaçou entrar na Justiça para impedir a divulgação do boletim médico.
Por meio de seus advogados, Suha, que se encontra atualmente na Tunísia, disse que era a única herdeira autorizada pela lei francesa a receber o documento.
A entrega do boletim médico ao sobrinho do líder palestino foi decidida pelas autoridades francesas após o impasse criado com o governo palestino, que havia designado uma delegação para ir a França reivindicar o documento.
A lei francesa determina que apenas os familiares do paciente podem ter acesso às informações médicas. Al Kidwa foi considerado um familiar bastante próximo de Arafat pelas autoridades da França, e por isso teve acesso ao relatório.
A resistência em liberar informações sobre o estado de saúde de Arafat enquanto ele esteve internado, assim como após sua morte, também gerou inúmeras especulações a respeito de sua saúde.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineO relatório médico do líder palestino Iasser Arafat, morto no dia 11 de novembro na França, foi entregue nesta segunda-feira ao seu sobrinho Nasser al Kidwa, que afirmou não haver um "diagnóstico" que explique a morte de Arafat.
Ele também disse que "testes toxicológicos foram feitos, e não foram encontrados vestígios de venenos conhecidos pelos médicos."
Apesar disso, Al Kidwa não descartou categoricamente a hipótese de envenenamento, dizendo que "não há uma prova" de que esta não tenha sido a causa. "Não estou afirmando nada, mas não estamos na posição de excluir nenhuma hipótese."
Al Kidwa atribuiu a morte do líder palestino à sua permanência na Muqata [o complexo da Autoridade Nacional Palestina na cidade de Ramallah], onde permaneceu confinado por forças israelenses durante dois anos e meio.
"Eu acredito que as autoridades israelenses são responsáveis pelo que aconteceu, pelo menos pelo confinamento do presidente [da Autoridade Nacional Palestina, ANP] no complexo [da Muqata] em condições muito ruins", disse.
"Para os médicos, o caso foi considerado encerrado. Para nós, e por causa da falta de clareza no diagnóstico, uma pergunta ainda fica e eu, pessoalmente, acredito que ela permanecerá", afirmou Al Kidwa.
Segundo ele, o relatório médico tem 558 páginas e está acompanhado de radiografias.
"Iasser Arafat não pertence a uma pessoa ou família, mas a todo povo palestino. Vou entregar o relatório a uma comissão da ANP criada para estudá-lo", afirmou.
Disputa
Há vários dias, a viúva de Arafat, Suha Tawil, 41, que já obteve uma cópia do boletim, sustenta uma polêmica sobre o tema com os dirigentes palestinos, e ameaçou entrar na Justiça para impedir a divulgação do boletim médico.
Por meio de seus advogados, Suha, que se encontra atualmente na Tunísia, disse que era a única herdeira autorizada pela lei francesa a receber o documento.
A entrega do boletim médico ao sobrinho do líder palestino foi decidida pelas autoridades francesas após o impasse criado com o governo palestino, que havia designado uma delegação para ir a França reivindicar o documento.
A lei francesa determina que apenas os familiares do paciente podem ter acesso às informações médicas. Al Kidwa foi considerado um familiar bastante próximo de Arafat pelas autoridades da França, e por isso teve acesso ao relatório.
A resistência em liberar informações sobre o estado de saúde de Arafat enquanto ele esteve internado, assim como após sua morte, também gerou inúmeras especulações a respeito de sua saúde.
Com agências internacionais
Especial


