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29/12/2004 - 19h39

Nº de mortos em maremoto pode chegar a 100 mil, diz Cruz Vermelha

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da Folha Online

Equipes de resgate fazem buscas em áreas do sul da Ásia e da costa leste da África por sobreviventes das ondas gigantes que varreram oito países asiáticos e três africanos no domingo (26).

Segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho [equivalente muçulmano da Cruz Vermelha], o número de mortos pode chegar a 100 mil quando as cifras de vítimas das ilhas Andaman e Nicobar, na Índia, forem conhecidas.

A Cruz Vermelha e as agências internacionais de informação afirmam que o total de mortos é de 77 mil.

"Eu não ficaria surpreso de nós chegarmos a 100 mil [mortes] quando soubermos o que aconteceu nas ilhas Andaman e Nicobar", disse Peter Rees, da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Mais de 500 mil pessoas foram declaradas feridas e a federação disse que ainda não pôde ter acesso ao total de desaparecidos.

Ajuda

Ondas gigantes foram causadas por um terremoto que chegou a 9 graus na escala Richter. A Indonésia foi o país mais afetado e concentra mais da metade das mortes (45.268).

Milhões de pessoas estão desabrigadas e muitas passam fome. A ameaça da propagação de doenças como malária, cólera e febre tifóide entre os sobreviventes pode fazer ainda mais mortos do que as ondas gigantes, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que até 5 milhões de pessoas estejam sem recursos para seu dia-a-dia nos países atingidos.

"Talvez até 5 milhões de pessoas não estejam conseguindo acessar as coisas de que precisam para viver. Elas podem estar tanto sem água como saneamento ou podem não conseguir alimentos", afirmou David Nabarro.

Tragédia

O desastre asiático superou em vítimas um dos piores terremotos dos últimos cem anos, que ocorreu no Irã, em 2003, e matou mais de 31 mil pessoas.

Índia, Indonésia e Sri Lanka foram os países mais atingidos pelo maremoto. Bangladesh, Malásia, Maldivas, Mianmar e Tailândia, na Ásia, também foram afetados, além do Quênia, Somália e Tanzânia, na África.

As mortes foram causadas pelo terremoto e pelos tsunamis [tipo especial de onda oceânica, gerada por distúrbios sísmicos, que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira].

Locais atingidos

O número de mortos ainda é provisório e deve aumentar com o trabalho das equipes de resgate, que ainda não chegaram aos locais mais remotos.

No Sri Lanka, 22.493 pessoas morreram no desastre, segundo o Exército. Na Índia, o número oficial de mortos é de 6.974, mas pode chegar a mais de 12 mil.

Na Tailândia, o número de mortos chega a 1.657. Ao menos 90 pessoas morreram em Mianmar. Nas ilhas Maldivas, 55 mortes foram confirmadas, e 68 pessoas são consideradas desaparecidas.

Na Malásia, 65 pessoas morreram, incluindo crianças e idosos.

Os países atingidos na costa leste da África, Quênia, Somália e Tanzânia, tiveram 133 mortos.

Força

Segundo o Centro de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, o terremoto foi o quinto maior já registrado desde 1900 e o maior desde o tremor de 9,2 graus na escala Richter que atingiu o Estado do Alasca em 1964. O foco do tremor foi localizado na costa oeste da ilha de Sumatra, a 1.620 km da capital da Indonésia, Jacarta.

As ondas causadas pelo terremoto se propagaram pelo oceano Índico e pelo mar de Andaman [entre Índia e Tailândia] e chegaram a dez metros de altura. Milhares de pessoas arrastadas pelas águas ou que estavam no mar são consideradas desaparecidas.

Vilarejos de pescadores, hotéis, casas e carros foram varridos pelas ondas, causadas pelo forte terremoto, segundo fontes oficiais ouvidas pela agência de notícias Associated Press.

Com agências internacionais

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