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10/05/2005 - 15h34

Las Vegas comemora 100 anos de existência

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PASCAL BAROLLIER
da France Presse, em Las Vesgas

O anúncio amarelado colocado numa das paredes do Museu do Condado de Clark (Nevada) nos transporta à época do nascimento de Las Vegas, que em cem anos passou de mil habitantes para quase 2 milhões: "15 de maio de 1905, leilão de terrenos, preço entre US$ 100 e US$ 750 por parcela, 25% de desconto se pagar em dinheiro".

O plano da cidade, tal como imaginaram seus organizadores na época, contava com apenas algumas artérias. A rua principal, a "Main Street", seguia o traçado da linha do trem. Outras ruas levavam os nomes de exploradores célebres: Fremont, Carson, Bonneville e Garces. Com o passar do tempo, essas ruas se transformaram numa cidade que em 2005 deve receber 38 milhões de visitantes.

Isaac Brekken/AP
Las Vegas se tornou a capital do vício, segundo pesquisador
A venda dos primeiros terrenos de uma área de menos de meio quilômetro quadrado foi decidida pelo proprietário de uma companhia ferroviária, William Clark, senador de Montana, que teve a idéia de fazer do local um entroncamento ferroviário no meio do caminho entre Salt Lake City e Los Angeles, dotá-lo de um armazém e de uma oficina de reparação.

"Ninguém poderia imaginar que a cidade se converteria na metrópole que é hoje. A carência de água, de terras aráveis, de recursos minerais e de indústrias pesadas faziam dela uma candidata com escassas possibilidades de crescer", disse Eugene Moehring, uma das especialistas locais na história da cidade.

"Em sua primeira etapa, que vai de 1905 a 1930, é uma cidade ferroviária", diz Michael Green, historiador da Universidade de Nevada, que localiza o começo da segunda etapa em 1931. "Nesse ano, se conjugam três acontecimentos que fazem crescer a população da cidade", acrescenta.

O primeiro deles é a construção da represa Hoover [sobre o rio Colorado] e a Grande Depressão, nos anos 30, que atraiu milhares de trabalhadores para Nevada em busca de trabalho, diz Green.

Os outros dois fatores são legislativos. Em 1931, Nevada decidiu reduzir de seis para três meses o tempo de residência para obter o divórcio, além de tornar o jogo legal. Assim, Las Vegas se tornou a capital do vício, afirma o historiador.

As coisas se aceleraram durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com o estabelecimento de uma base da força aérea e a exploração de uma mina de magnésio, o que provoca um novo aumento de população.

No início dos anos 40, a indústria do jogo estava confinada ao "Block 16", um bairro do centro histórico, onde os pequenos cassinos cresciam ao lado de pensões, às vezes compartilhando o mesmo teto, como o "Arizona Club", apelidado "Rainha do Block 16".

Em 1941, o rosto de Las Vegas se transforma com a construção do "Rancho": o primeiro hotel da avenida principal, conhecida atualmente como "Strip", onde se concentram os hotéis-cassinos mais espetaculares da cidade. Em 1942, é aberta a "Last Frontier" com a temática dos "Western". A tendência se confirma em 1946, com a construção do "Flamingo".

A população de Las Vegas triplicou entre 1940 e 1945, enquanto a renda do jogo duplicou entre 1941 e 1942, segundo a retrospectiva dedicada ao centenário da cidade pelo Museu do Condado de Clark.

Por trás da nova Las Vegas se escondia a máfia, que reinaria na cidade até o fim dos anos 60, cedendo o local a investidores com grande poder financeiro, como é o caso do milionário Howard Hughes, nos anos 70, e de Kirk Kerkorian e Steve Wynn, nos anos 80.

Para celebrar sua história, a cidade vai recriar neste domingo (15) o leilão inicial, para depois soprar as cem velas sobre um bolo de 59 toneladas, que já tem lugar assegurado no livro dos recordes.

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