01/06/2005
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18h45
A primeira-dama russa, Lyudmila Putin, fez críticas ao presidente russo, Vladimir Putin, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira em três jornais do país, dizendo que seu marido é "workaholic" ("viciado" em trabalho) e autoritário.
Na longa entrevista, Lyudmila, 48, se queixa do marido, que trabalha até altas horas do noite, e diz que "as pessoas têm que trabalhar, mas também têm que viver". "Ele trabalha demais", diz a primeira-dama.
Segundo ela, Putin --que raramente aparece em público-- não divide as questões políticas com a família e as duas filhas do casal, Katya e Masha, são criadas em um ambiente de devoção e distância.
"É inútil perguntar a ele sobre planos de trabalho. Melhor não tentar", diz a primeira-dama, acrescentando que o presidente nunca lhe pede conselhos. "Isso nunca aconteceu", afirma.
Autoritário
Durante a entrevista, Lyudmila lamentou a discriminação que existe contra as mulheres russas, lembrando que não há nenhuma mulher no Ministério russo atualmente. "O mundo é formado por homens e mulheres, mas o poder pertence apenas aos homens", diz.
A primeira-dama admitiu que, assim como muitas outras mulheres russas, teve que defender seus direitos perante a família. "Em minha família, eu sempre fiz valer os meus direitos e os direitos de todas as mulheres". Em relação à sua família, ela diz que é o marido quem dá a última palavra.
A vida no palácio presidencial deve ter fim em 2008, quando termina o segundo mandato de Putin. A primeira-dama diz não saber o que esperar depois dessa data.
Quando perguntada sobre o que gostaria que o marido fosse quando não puder mais concorrer à presidência, ela diz: "Que seja um homem feliz".
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Mulher de Putin diz que seu marido é autoritário e "workaholic"
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da Folha OnlineA primeira-dama russa, Lyudmila Putin, fez críticas ao presidente russo, Vladimir Putin, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira em três jornais do país, dizendo que seu marido é "workaholic" ("viciado" em trabalho) e autoritário.
Na longa entrevista, Lyudmila, 48, se queixa do marido, que trabalha até altas horas do noite, e diz que "as pessoas têm que trabalhar, mas também têm que viver". "Ele trabalha demais", diz a primeira-dama.
Segundo ela, Putin --que raramente aparece em público-- não divide as questões políticas com a família e as duas filhas do casal, Katya e Masha, são criadas em um ambiente de devoção e distância.
"É inútil perguntar a ele sobre planos de trabalho. Melhor não tentar", diz a primeira-dama, acrescentando que o presidente nunca lhe pede conselhos. "Isso nunca aconteceu", afirma.
Autoritário
Durante a entrevista, Lyudmila lamentou a discriminação que existe contra as mulheres russas, lembrando que não há nenhuma mulher no Ministério russo atualmente. "O mundo é formado por homens e mulheres, mas o poder pertence apenas aos homens", diz.
A primeira-dama admitiu que, assim como muitas outras mulheres russas, teve que defender seus direitos perante a família. "Em minha família, eu sempre fiz valer os meus direitos e os direitos de todas as mulheres". Em relação à sua família, ela diz que é o marido quem dá a última palavra.
A vida no palácio presidencial deve ter fim em 2008, quando termina o segundo mandato de Putin. A primeira-dama diz não saber o que esperar depois dessa data.
Quando perguntada sobre o que gostaria que o marido fosse quando não puder mais concorrer à presidência, ela diz: "Que seja um homem feliz".
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