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21/09/2005 - 08h09

Ministros alemães filiados ao SPD defendem união com liberais

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da France Presse, em Berlim

Dois dos principais ministros alemães filiados ao Partido Social Democrata (SPD), do chanceler Gerhard Schröder, defenderam nesta quarta-feira uma coalizão governamental com o Partido Liberal (FDP), apesar da recusa categórica de membros do partido em se unir aos social-democratas.

Os partidos da atual coalizão de governo, SPD e Verde, não conseguiram maioria absoluta nas eleições legislativas ocorridas no domingo (18), assim como a coalizão formada pela União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), liderada por Angela Merkel, o que provocou a necessidade de novas alianças.

As discussões entre o SPD e os Verdes começaram nesta quarta-feira em Berlim.

"Nossas portas e nossas janelas estão abertas", declarou o ministro do Interior Otto Schily, em uma referência ao Partido Liberal. Ele pediu que os liberais abandonem a postura de recusa categórica a participar em um governo com os social-democratas.

"Muitos itens de nosso programa estão mais de acordo com os projetos do FDP do que os da CDU/CSU, como por exemplo não aumentar o imposto ao valor agregado", declarou Schily à rede de TV pública ARD.

O ministro da Economia e Trabalho, Wolfgang Clement, se mostrou a favor de uma coalizão entre SPD, Verdes e o FDP, além de ter considerado "inaceitável" que os liberais rejeitem esta opção.

Os social-democratas e os liberais têm pontos em comum em termos de política interna e externa, assim como nas áreas fiscal e de previdência social, afirmou Clement à emissora de rádio Deutschlandradio Kultur.

Resposta

Nesta terça-feira, o presidente do FDP, Guido Westerwelle, rejeitou com veemência qualquer participação em um governo com o SPD de Schröder.

Os liberais se tornaram a terceira força política do país, depois das legislativas de domingo.

Membros da coalizão de Merkel devem se encontrar com representantes do FDP nesta quinta-feira.

As discussões e negociações entre os partidos podem demorar várias semanas ou meses, já que não há um prazo estabelecido pela Constituição alemã.

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