17/12/2005
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18h44
O presidente da Bolívia, Eduardo Rodríguez, afirmou hoje que a democracia no país, desrespeitada várias vezes nos últimos anos, continuará sendo testada após as eleições gerais deste domingo.
Em um encontro com a imprensa estrangeira no Palácio de Governo de La Paz, o governante admitiu que a Bolívia é "um país complexo em diferentes âmbitos" onde "há posições antagônicas".
Quando o presidente transferir o poder em 22 de janeiro, seu sucessor será o quarto presidente boliviano em apenas três anos.
Gonzalo Sánchez de Lozada, em 2003, e Carlos Mesa, em junho, renunciaram por causa da convulsão social, o que levou Rodríguez a assumir o poder de forma transitória com a obrigação de convocar eleições antecipadas.
"Colocamos a democracia à prova e ela continuará sendo testada após as eleições", afirmou o governante, ao fazer balanço de sua gestão de seis meses e da atual conjuntura no país.
O chefe de Estado também minimizou o impacto do alerta que os EUA fizeram aos americanos que residem na Bolívia, assim como das declarações de apoio ao candidato socialista Evo Morales por um diplomata venezuelano e pelos sinais de simpatia dados pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em relação a esse líder político.
"Nenhuma das três declarações afeta a oportunidade que os bolivianos têm de concorrer livre e espontaneamente às urnas", ressaltou o governante.
Sobre o futuro, Rodríguez se mostrou convencido de que "o sistema democrático é o único que nos permitirá enfrentar os resultados das eleições" e olhar para frente "com maior otimismo". "As crises políticas que tivemos no passado nos ensinaram lições muito importantes", disse.
O presidente evitou fazer comentários sobre os candidatos da votação de amanhã, para "preservar sua imparcialidade e sua independência".
Segundo as pesquisas, o favorito para ganhar as eleições é o líder indígena Evo Morales, com 34,2% dos votos, seguido pelo conservador Jorge Quiroga, com 29,2%, e o centrista Samuel Doria Medina, com 8,9%.
Por último, Rodríguez se comprometeu a dirigir "eleições livres e transparentes" e agradeceu o trabalho da Corte Nacional Eleitoral, que "soube responder ao desafio de organizar" a votação "com muita eficiência", apesar de ter feito isso "em um período breve".
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Presidente da Bolívia diz que democracia continuará em teste após eleições
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da Efe, em La PazO presidente da Bolívia, Eduardo Rodríguez, afirmou hoje que a democracia no país, desrespeitada várias vezes nos últimos anos, continuará sendo testada após as eleições gerais deste domingo.
Em um encontro com a imprensa estrangeira no Palácio de Governo de La Paz, o governante admitiu que a Bolívia é "um país complexo em diferentes âmbitos" onde "há posições antagônicas".
Quando o presidente transferir o poder em 22 de janeiro, seu sucessor será o quarto presidente boliviano em apenas três anos.
Gonzalo Sánchez de Lozada, em 2003, e Carlos Mesa, em junho, renunciaram por causa da convulsão social, o que levou Rodríguez a assumir o poder de forma transitória com a obrigação de convocar eleições antecipadas.
"Colocamos a democracia à prova e ela continuará sendo testada após as eleições", afirmou o governante, ao fazer balanço de sua gestão de seis meses e da atual conjuntura no país.
O chefe de Estado também minimizou o impacto do alerta que os EUA fizeram aos americanos que residem na Bolívia, assim como das declarações de apoio ao candidato socialista Evo Morales por um diplomata venezuelano e pelos sinais de simpatia dados pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em relação a esse líder político.
"Nenhuma das três declarações afeta a oportunidade que os bolivianos têm de concorrer livre e espontaneamente às urnas", ressaltou o governante.
Sobre o futuro, Rodríguez se mostrou convencido de que "o sistema democrático é o único que nos permitirá enfrentar os resultados das eleições" e olhar para frente "com maior otimismo". "As crises políticas que tivemos no passado nos ensinaram lições muito importantes", disse.
O presidente evitou fazer comentários sobre os candidatos da votação de amanhã, para "preservar sua imparcialidade e sua independência".
Segundo as pesquisas, o favorito para ganhar as eleições é o líder indígena Evo Morales, com 34,2% dos votos, seguido pelo conservador Jorge Quiroga, com 29,2%, e o centrista Samuel Doria Medina, com 8,9%.
Por último, Rodríguez se comprometeu a dirigir "eleições livres e transparentes" e agradeceu o trabalho da Corte Nacional Eleitoral, que "soube responder ao desafio de organizar" a votação "com muita eficiência", apesar de ter feito isso "em um período breve".
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