27/04/2006
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17h37
O ex-presidente peruano Alan García, que disputará o segundo turno das eleições presidenciais, chamou de "sem-vergonha" o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por ter proposto à Colômbia e ao Peru o congelamento do processo de ratificação de seus respectivos tratados de livre comércio (TLC) com os Estados Unidos.
"Não seja sem-vergonha", disse García, ao lembrar que a Venezuela não só vende todo seu petróleo para os Estados como mantém também um acordo comercial com o país.
García, líder do partido social-democrata Apra, propôs a Chávez que "primeiro interrompa sua venda de petróleo aos Estados Unidos para que possamos conversar, depois diga isso [para não negociar o TLC]".
Perguntado sobre como seriam as relações entre os dois países caso vença o segundo turno das eleições peruanas, García disse que pretende ser presidente e espera não precisar de Chávez "nem para o bem e nem para o mal".
García também perguntou por que Chávez questiona a vigência da Comunidade Andina de Nações (CAN) somente agora, já que esteve dentro do processo de integração durante sete anos, desde que chegou ao poder.
O ex-presidente concluiu comentando o papel do atual líder boliviano, Evo Morales, na recente crise da CAN: "Ele [Morales] faz muito mal em ficar atrás de Chávez", disse García.
E acrescentou ainda que o presidente boliviano é um "repetidor das idéias do senhor Chávez".
Hugo Chávez já declarou que gostaria muito que o candidato Ollanta Humala, do partido União pelo Peru, ganhasse as eleições peruanas.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Alan García
Leia o que já foi publicado sobre Hugo Chávez
Ex-presidente peruano chama Hugo Chávez de "sem-vergonha"
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da Ansa, em LimaO ex-presidente peruano Alan García, que disputará o segundo turno das eleições presidenciais, chamou de "sem-vergonha" o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por ter proposto à Colômbia e ao Peru o congelamento do processo de ratificação de seus respectivos tratados de livre comércio (TLC) com os Estados Unidos.
"Não seja sem-vergonha", disse García, ao lembrar que a Venezuela não só vende todo seu petróleo para os Estados como mantém também um acordo comercial com o país.
García, líder do partido social-democrata Apra, propôs a Chávez que "primeiro interrompa sua venda de petróleo aos Estados Unidos para que possamos conversar, depois diga isso [para não negociar o TLC]".
Perguntado sobre como seriam as relações entre os dois países caso vença o segundo turno das eleições peruanas, García disse que pretende ser presidente e espera não precisar de Chávez "nem para o bem e nem para o mal".
García também perguntou por que Chávez questiona a vigência da Comunidade Andina de Nações (CAN) somente agora, já que esteve dentro do processo de integração durante sete anos, desde que chegou ao poder.
O ex-presidente concluiu comentando o papel do atual líder boliviano, Evo Morales, na recente crise da CAN: "Ele [Morales] faz muito mal em ficar atrás de Chávez", disse García.
E acrescentou ainda que o presidente boliviano é um "repetidor das idéias do senhor Chávez".
Hugo Chávez já declarou que gostaria muito que o candidato Ollanta Humala, do partido União pelo Peru, ganhasse as eleições peruanas.
Especial


