23/08/2006
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22h47
O presidente da Bolívia, Evo Morales, confirmou na noite desta quarta-feira a permanência de Andrés Soliz à frente do Ministério dos Hidrocarbonetos, mesmo após uma moção de censura no Senado.
Morales qualificou a moção de censura de "fato vergonhoso e aberrante", promovido pelos "inimigos da pátria".
No final da tarde de hoje, o Senado boliviano aprovou a moção de censura a Andrés Soliz, medida que implicaria renúncia, exceto pela intervenção presidencial.
A censura foi votada em "quórum restrito", formado pela oposição e com a ausência dos legisladores governistas.
Soliz foi o autor intelectual da nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos, em 1º de maio passado.
A moção de censura foi provocada por denúncias de corrupção na estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPFP), subordinada ao Ministério dos Hidrocarbonetos.
A bancada do Poder Democrático e Social (Podemos/direita), do ex-presidente Jorge Quiroga, composta por 13 senadores, votou contra Soliz, com o apoio de um legislador da Unidade Nacional (centro direita), enquanto os 12 membros do Movimento ao Socialismo (MAS/governo) não compareceram.
A denúncia de corrupção atinge diretamente o presidente da YPFP, Jorge Alvarado, e envolve um contrato firmado com uma empresa brasileira para produzir diariamente 2.000 barris de diesel.
De acordo com a Superintendência de Hidrocarbonetos, que barrou o negócio, a operação provocaria um prejuízo de entre US$ 32 milhões e US$ 38,5 milhões ao Estado boliviano, além de contrariar o espírito da nacionalização.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Evo Morales
Evo Morales confirma ministro na pasta dos Hidrocarbonetos
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da France Presse, em La PazO presidente da Bolívia, Evo Morales, confirmou na noite desta quarta-feira a permanência de Andrés Soliz à frente do Ministério dos Hidrocarbonetos, mesmo após uma moção de censura no Senado.
Morales qualificou a moção de censura de "fato vergonhoso e aberrante", promovido pelos "inimigos da pátria".
No final da tarde de hoje, o Senado boliviano aprovou a moção de censura a Andrés Soliz, medida que implicaria renúncia, exceto pela intervenção presidencial.
A censura foi votada em "quórum restrito", formado pela oposição e com a ausência dos legisladores governistas.
Soliz foi o autor intelectual da nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos, em 1º de maio passado.
A moção de censura foi provocada por denúncias de corrupção na estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPFP), subordinada ao Ministério dos Hidrocarbonetos.
A bancada do Poder Democrático e Social (Podemos/direita), do ex-presidente Jorge Quiroga, composta por 13 senadores, votou contra Soliz, com o apoio de um legislador da Unidade Nacional (centro direita), enquanto os 12 membros do Movimento ao Socialismo (MAS/governo) não compareceram.
A denúncia de corrupção atinge diretamente o presidente da YPFP, Jorge Alvarado, e envolve um contrato firmado com uma empresa brasileira para produzir diariamente 2.000 barris de diesel.
De acordo com a Superintendência de Hidrocarbonetos, que barrou o negócio, a operação provocaria um prejuízo de entre US$ 32 milhões e US$ 38,5 milhões ao Estado boliviano, além de contrariar o espírito da nacionalização.
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