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Juca Kfouri

Fecho de Galo

O ano acaba mal para o futebol brasileiro em depressão; festa de gala só em Marrakech, para o Raja

O Galo decepcionou.

Saiu atrás, teve a chance de virar ao empatar, mas acabou levando mais dois gols, e o Raja Casablanca está na final do Mundial.

O 3 a 1 de Marrakech fecha com chave de lata o ano do futebol brasileiro, que brilhou tanto na Copa das Confederações e na Libertadores, mas que viveu um segundo semestre abaixo da crítica --entre violência de torcedores e vexame de auditores.

No ano passado houve corintianos que deram graças quando José Maria Marin anunciou que não iria ao Japão. Ele estava em Marrocos, o que, é claro, não teve nenhuma interferência no resultado. Serve apenas, simbolicamente, como a face mais triste de nosso futebol.

Se o Galo repete o Inter e cai na semifinal, Ronaldinho Gaúcho assinou sua carta de demissão definitiva da seleção brasileira, porque se Felipão tinha alguma dúvida sobre ele, deixou de tê-la, mesmo com o gol em cobrança genial de falta.

E o torcedor atleticano, que sofre de complexo de perseguição em relação às arbitragens brasileiras, agora tem motivo para achar que a praga é mundial, porque o pênalti que valeu o segundo gol não aconteceu.

STJD

Ao contrário de minha vã esperança, e previsão, o STJD decretou a queda da Lusa.

Está correto o PVC ao dizer que o descrédito do tribunal vem do passado, não do presente. Mas, acrescento eu, começaria deste presente se não houvesse o passado.

E discordo do caro amigo quando diz que é impossível afirmar que a decisão foi errada, porque não só é possível como foi exatamente isso que aconteceu.

Uma decisão desastrosa que se apegou à letra fria como se esta fosse a sentença, o que transformou a pantomina em um não-julgamento --o máximo que, de fato, aqueles personagens são capazes de fazer, mestres do jogo jogado, sem apelação. Ilegal não foi, mas errada.

Que a Portuguesa não deve ir à Justiça comum depois da nova derrota (oxalá mais uma previsão que não se concretize) no julgamento do recurso é óbvio, pois a exporia a ser ainda mais prejudicada.

Mas que seus torcedores, sem eximir a direção do clube de seus pecados no episódio, têm até a obrigação de fazê-lo é também evidente.

Provavelmente, para evitar mais problemas com a Fifa, a CBF, então, proporá um acordo e fará o Brasileirão de 2014 com 21 clubes, o que contentará lusos e tricolores --para infelicidade ainda maior de quem gosta de futebol. Há precedentes, ou jurisprudência firmada, como diria um membro do tribunaleco.

BSFC

O Bom Senso F.C. rompeu com a CBF. Sua última manifestação equivale a um ultimato: ou Marin e companhia mudam radicalmente de postura ou a greve no começo de 2014 será inevitável.

Uma beleza! 2013 terminará no tapetão e 2014 começará com paralisação.

Para quem receberá a Copa do Mundo é exemplar.


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