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Juca Kfouri

Futebol de gala e gols

Sete gols, falha de goleiro, de apitador, bola na trave e três gols do melhor do mundo; quer mais?

SEM ÖZIL que, como se sabe, o Real Madrid vendeu no ano passado para o Arsenal, os merengues não puderam com o Barcelona, que embolou tudo no Campeonato Espanhol.

Antes de falar do jogo em si, e apenas para responder aos que não admitem os óbvios problemas de gestão de nosso futebol, ao atribuir as diferenças apenas à comparação entre o euro e o real, uma informação: o PIB brasileiro, ainda o sétimo do mundo no ano passado, foi de US$ 2,19 trilhões, ao passo que o espanhol, em 13º, foi de US$ 1,35 trilhão.

Claro que a moeda pesa, mas creditar tudo apenas a ela é cegueira.

Aquele gramado, aquelas arquibancadas lotadas, aquele clima, têm menos a ver com a moeda e mais com a paixão bem administrada, aspectos que não repetimos aqui porque de, espanhol, por exemplo, um cartola como Marin só teve o pai.

O primeiro tempo já valeu pelo jogo com quatro gols feitos e dois incrivelmente perdidos.

Iniesta não perde, ainda mais com passe de Messi. Mas Messi perde e perdeu a chance do 2 a 0, embora tenha marcado, no fim, o do empate, para bater mais um recorde, o de Di Stéfano, na artilharia do grande clássico

Lionel Messi ainda viu seu patrício Di María fazer uma exibição primorosa, autor dos dois passes para os dois gols da virada madridista na cabeça e nos pés do francês Benzema, que havia desperdiçado o 1 a 1 antes e viu Piqué salvar o 3 a 1 depois.

Quantas vezes Neymar pegou na bola? Não sei nem quero saber, sei que não foi bem, como Cristiano Ronaldo também não foi. Mas os 45 minutos iniciais, para você que curte números, agradou 90%, exatamente 2% (?!) por minuto. Os 10% faltantes ficaram por conta das pálidas atuações dos atacantes brasileiro e português.

Mas tinha o segundo tempo...

Que nem bem começou mostrou o lusitano e um erro grave do apitador, que marcou pênalti nele de Daniel Alves em falta acontecida fora da área: 3 a 2, gol do CR7.

Benzema e Bale enlouqueciam a defesa catalã e quem gosta de futebol não queria que o jogo acabasse.

Com pouco mais de uma hora de jogo, Neymar ia sair para Pedro entrar, para Pedro, Pedro para, que Messi enfiou uma bola preciosa e Neymar foi derrubado por Sergio Ramos na área. Pênalti, expulsão e Messi 3 a 3.

Tinha mais? Tinha, já sem Neymar e Benzema, 11 visitantes contra 10 da casa.

Tinha tudo que se quer de um jogo de futebol: gols, sete, equilíbrio, falha de goleiro, como no 1 a 1 que Valdés foi com mão de alface ou no 2 a 1 de Mascherano mal colocado, erro de arbitragem e bola na trave! Sim, Daniel Alves quase fez 4 a 3, mas a trave não deixou.

Mas Messi fez, em novo pênalti, agora em Iniesta, porque, desculpe, Messi é melhor que Cristiano Ronaldo.

E você queria que eu falasse dos três gols do Romarinho no Atlético Sorocaba? Francamente!

Que venham as finais do Paulistinha...


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