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Juca Kfouri

A final que não merecíamos

Quem gosta de futebol em São Paulo não verá a decisão que merecia ver. Mas aquela que a FPF merece

ENTRE OS 35 minutos do primeiro tempo e os 15 do segundo na Vila Belmiro, o Penapolense estragava a final que o futebol merecia em São Paulo. A zebra de Penápolis, que não ganhara de ninguém em seus últimos sete jogos, vencia o Santos que não perdia havia oito partidas.

Felizmente, depois de desperdiçar três oportunidades, Leandro Damião empatou para, no fim, o Santos fazer 3 a 2 e vencer --sua décima vitória em 10 jogos na Vila, com nada menos que 33 gols marcados nelas.

A vitória só não veio com a facilidade de outras porque Damião esteve infeliz e porque o gramado pesado era aliado de quem estava em campo para destruir e não para construir.

Imaginar o Santos eliminado é coisa que só poderia estar na cabeça de quem tem apenas um Tico e um Teco, além do mais, incapazes de se comunicar entre si.

Santos garantido como finalista, restava saber contra quem.

Num campeonato cujo maior mérito esteve em que os inúmeros erros de arbitragem foram democraticamente distribuídos a ponto de quase permitir uma decisão entre dois pequenos, só faltava o Palmeiras, com 38 pontos ganhos, ser derrubado pelo Ituano, com 29, em apenas um jogo. Pois não falta mais.

Se Cícero é o mais decisivo dos santistas --no São Paulo fez apenas 16 gols em 92 jogos (0,17 de média) no Santos marcou 32 em 82 partidas (0,39)--, entre os palmeirenses Fernando Prass se destacou.

E não é que numa tarde maldita Valdivia não pôde começar jogando, Alan Kardec se machucou ainda no primeiro tempo e Prass não voltou para o segundo?

É o que dá jogar, jogar e jogar e decidir na semifinal num jogo só. Um gol também solitário e fim de sonho.

A eliminação alviverde se inscreve naquele rol de desgraças como a de perder um título estadual para a Inter de Limeira, em 1986, ser eliminado da Copa do Brasil pelo ASA de Arapiraca, em 2002, ou levar de sete do Vitória em 2003, pela mesma copa.

Com a diferença de que o regulamento era decente.

CANAL SEM

Segue sem solução a crise na Cinemateca e em risco o acervo, duramente conquistado, do Canal 100, com cenas preciosas da memória de nosso futebol.

São quase 30 anos de imagens, entre finais dos anos 50 e finais dos 80, que estavam em vias de ser restauradas e que correm o risco de se perder para sempre.

Em 2011 a Cinemateca anunciou que antes da Copa do Mundo apresentaria o arquivo todo digitalizado, mas está tudo parado.

Carlinhos Niemeyer, o criador do Canal 100, merece mais respeito e mais sorte.

PROFRACO

Mesmo pressionada pela cartolagem, a presidenta da República não está nada disposta a aprovar o tal Proforte, o novo Refis, a nova Timemania, a nova trapaça para os clubes pagarem suas dívidas sem pagá-las.


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