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Plácido Domingo faz concerto e assiste à final da Copa no Rio

Fã de futebol, cantor espanhol já fez apresentações em cinco países que foram sede do campeonato mundial

Tenor vai dividir o palco com a cantora sertaneja Paula Fernandes e o pianista chinês Lang Lang

CRISTINA GRILLO DO RIO

Uma das pontas do trio de tenores que, no início dos anos 90, iniciou um processo de popularização da música clássica, ao lado de Luciano Pavarotti e José Carreras, o cantor e algumas vezes regente Plácido Domingo, 73, está prestes a comemorar uma espécie de hexacampeonato.

Fã ardoroso de futebol, o espanhol se apresenta no Rio na sexta (11), dois dias antes da final da Copa, em concerto na HSBC Arena, na Barra, zona oeste da cidade.

Repete, assim, o que já fez nos mundiais da Itália (1990), quando um concerto nas Termas de Caracalla, nos arredores de Roma, uniu pela primeira vez os três tenores, dos Estados Unidos (1994), França (1998), do Japão e Coreia (2002) e da Alemanha (2006).

Domingo não adianta o repertório. "É preciso deixar alguma surpresa para o público", disse, em entrevista na quinta (3), mas não será um concerto para aficionados por ópera.

Ele já disse que cantará algumas árias de óperas mais populares, zarzuelas espanholas e algumas músicas brasileiras.

Com a cantora sertaneja Paula Fernandes, ele cantará "Garota de Ipanema". No final da apresentação, deve cantar "Cidade Maravilhosa", espécie de hino do Rio.

Também estarão no palco o pianista chinês Lang Lang, a soprano porto-riquenha Ana Maria Martinez e o maestro norte-americano Eugene Kohn. O cantor poderá surpreender o público regendo, por alguns instantes, a Orquestra Sinfônica Brasileira, que o acompanhará.

"Reger é uma atividade paralela da qual gosto cada vez mais", diz Domingo, que nos últimos anos vem diversificando um pouco seu repertório para aproximá-lo de papéis mais adequados para voz de barítono.

"Quando canto papéis operísticos, ainda os faço como tenor, mas, no repertório popular, tenho me aproximado da voz de barítono", explicou.

Há um ano, ele sofreu uma embolia pulmonar, da qual se diz totalmente recuperado, mas que o fez mudar algumas coisas em sua vida. "O pior é ter que fazer exercícios. Não sei como as pessoas gostam disso", ri.

Do Rio, Domingo segue para Verona (Itália), para uma noite de gala com repertório de Verdi. Depois, vai para Salzburgo (Áustria), onde encenará "Il Trovatore", também de Verdi, com a soprano russa Anna Netrebko. Nada disso, porém, parece interessar o cantor no momento.

"Entrar no Maracanã pela primeira vez, e em uma Copa do Mundo, será um dia inesquecível em minha vida", diz Domingo, que irá ao estádio nesta sexta (4), para o jogo entre França e Alemanha, e na final (domingo, 13).

"Torço para o Brasil, mas também seria espetacular se uma seleção sem títulos vencesse, como a Costa Rica."


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