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Líder do PMDB prega rompimento com PT

Deputado Eduardo Cunha afirma que seu partido não é respeitado pelos petistas

GABRIELA GUERREIRO DE BRASÍLIA

Líder do PMDB na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (RJ) defendeu ontem o rompimento da aliança nacional do partido com o PT. Com críticas ao presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, Cunha disse que o PMDB "não é respeitado pelo PT" --por isso os peemedebistas devem repensar a união com o principal aliado para as eleições de outubro.

"A cada dia que passa me convenço mais que temos de repensar esta aliança, porque não somos respeitados pelo PT", disse em seu perfil no Twitter.

Em entrevista à Folha, o peemedebista reiterou as críticas e a defesa do fim da aliança ao afirmar que Falcão desrespeitou o PMDB ao atacar lideranças da sigla.

"Não preciso xingá-lo como fizeram outras lideranças do PMDB porque não sou igual a ele. Mas por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança", afirmou.

Cunha reagiu a supostas declarações do presidente do PT que, durante sua passagem pelo Sambódromo no último domingo, teria afirmado que o grupo liderado pelo deputado peemedebista está "insatisfeito" porque não foi contemplado na reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff.

O deputado disse que a bancada do PMDB da Câmara, como decidiu coletivamente, não vai indicar nenhum nome na reforma ministerial mesmo que o governo decida contemplá-la com uma pasta no primeiro escalão. "A bancada do PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão", alfinetou.

Cunha também disse que Falcão age de "má-fé" ao propagar versão de que a ala ligada ao deputado esteja negociando a liberação de emendas parlamentares para destrancar a pauta de votações da Câmara. "Não me compare com o que o partido dele fazia no RJ, doido atrás de boquinhas", disse o peemedebista.

O presidente do PT não foi encontrado para comentar as declarações de Cunha.

Liderada por Cunha, a bancada do PMDB da Câmara decidiu adotar postura "independente" nas votações no Congresso desde que Dilma manifestou a intenção de retirar do grupo uma pasta na reforma ministerial. Os deputados decidiram não indicar nenhum nome à presidente e articulam a formação de um "blocão" com partidos insatisfeitos com o PT.

O grupo, capitaneado pelo PMDB, somaria mais de 250 dos 513 deputados --reunindo congressistas do PP, PR, PTB, PDT, Pros, PSC e o oposicionista Solidariedade.

Os governistas atacaram a falta de interlocução com o governo, o rompimento de acordos para o pagamento das chamadas emendas parlamentares e a interferência do Planalto na pauta da Casa.


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