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15/06/2012 - 19h24

Polêmica sobre status da delegação palestina ferve nos bastidores da Rio+20

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ISABEL FLECK
CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

Um assunto que nada tem a ver diretamente com desenvolvimento sustentável, mas contamina todas as reuniões das Nações Unidas, se transformou num dos principais fatores de divisão e polêmica nos bastidores da Rio+20: o status da delegação da Autoridade Palestina.

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A negociação que "pega fogo", segundo definiu um diplomata brasileiro, é para que os palestinos obtenham posição acima da de observadores -- seu atual status na Assembleia Geral da ONU.

"Esperamos que, até o dia 20 [quando começa a reunião entre os chefes de Estado], já passemos a participar como qualquer outro Estado. Esse é nosso empenho", afirma o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben.

O embaixador disse que tem feito contato com todos os "países amigos" -o que incluiria o Brasil, que já reconheceu o Estado palestino- para conseguir se firmar como Estado participante.

"Ainda não perdemos a esperança, vamos bater em todas as portas para sermos reconhecidos, em especial nessa conferência, que trata do meio ambiente e da conservação do nosso planeta."

No final do ano passado, a Autoridade Palestina foi reconhecida como integrante plena da Unesco, o órgão da ONU para assuntos culturais, educacionais e científicos. Na época, a admissão foi aceita por 107 votos a 14, com 52 abstenções.

Em seguida, os Estados Unidos, que não reconhecem formalmente o Estado palestino, cortaram sua contribuição à Unesco, retendo um pagamento de US$ 60 milhões. Washington apoiou-se em leis aprovadas pelo Congresso americano em 1990 e 1994.

Na Rio+20, o tema de novo separa os EUA e Israel dos demais países, com os europeus assumindo uma posição de abstenção.

 

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