Publicidade
Publicidade
Dinamarca quer ser verde com cobrança de imposto que inibe uso de carro e luz
Publicidade
SABINE RIGHETTI
ENVIADA A COPENHAGUE
O fracasso das negociações para um acordo global do clima, que passaram no ano passado pela Dinamarca, não foram suficientes para que o país desistisse de ser líder mundial em ideias verdes. Nem que isso seja feito com base em altos impostos.
Com taxas bastante gordas, o governo dinamarquês está conseguindo, por exemplo, reduzir a emissão de CO2 nos transportes e diminuir o consumo de energia elétrica pela população.
Comitê indica que Dinamarca pode ficar livre de combustíveis fósseis até 2050
Obama afirma que energia limpa fortalece a economia
Empresa italiana vai construir três parques eólicos na Bahia
Copenhague, a capital do país, possui 350 km de ciclovias. Hoje, 37% dos moradores de Copenhague percorrem de bicicleta por cerca de 1,2 milhão de km pelas ruas da cidade todos os dias. A meta é chegar a 50% em 2015.
| Sabine Righetti/Folhapress |
![]() |
| Usinas de energia eólica na Dinamarca, cujos impostos para carros e luz são altos para incentivar uso de bicicletas |
O motivo de tantas bikes nas ruas é simples: um carro na Dinamarca custa caro, e cerca de 60% do valor dos automóveis vai em impostos.
"Temos uma política de impostos agressiva. É uma maneira de atrair as pessoas economicamente para a questão ambiental", diz Lars Hansen, da Associação de Energia Dinamarquesa- espécie de conselheira do governo para assuntos verdes.
Também há incentivos para deixar os carros movidos a combustíveis fósseis na garagem.
"Os veículos elétricos têm menos impostos e a partir do ano que vem estarão mais baratos", diz Hansen. Boa parte dos táxis dinamarqueses também é elétrica e identificada com uma espécie de selo verde.
PARA APAGAR A LUZ
As contas de consumo de energia elétrica, por sua vez, têm uma incidência de 50% de impostos. O objetivo é motivar os dinamarqueses a evitarem desperdício.
Um casal tira da carteira cerca de R$170,00 (cerca de 70 euros) por trimestre para pagar a conta de energia- o que é considerado bastante caro no país.
Mas, de acordo com Hansen, os dinamarqueses decidiram se tornar "verdes" independentemente dos impostos. "É uma questão de opção de vida", analisa.
Um exemplo disso, na opinião dele, é o alto consumo de produtos orgânicos no país: mais da metade do que se come na Dinamarca tem origem orgânica- trata-se de um recorde mundial. E esses produtos custam de 10 a 20% a mais do que aquele que utilizam agrotóxicos.
A onda verde atingiu também hotéis e restaurantes locais, e fez com que a rede de supermercados Irma, fundada em 1886, aumentasse significativamente seu faturamento quando passou a ter foco em produtos orgânicos.
A meta do governo dinamarquês é que 80% do total consumido no país seja orgânico em 2015.
Os dinamarqueses também podem optar pelo consumo de energia renovável, como a eólica, pagando cerca de R$ 45,00 (20 euros) a mais por trimestre nas suas contas de luz. "Cada vez mais pessoas fazem essa opção", afirma Hansen.
QUESTÃO CULTURAL
O aumento de impostos para incentivar, por exemplo, o uso de bicicletas poderia não dar certo no Brasil.
"Nos países com distribuição desigual de renda, os mais ricos pagariam as contas altas e os mais pobres simplesmente não teriam como pagar", diz Kristian Wederkinck Olesen, do Consórcio Climático da Dinamarca.
Na opinião dele, cada país deve analisar como implementar políticas ambientais de acordo com sua história e cultura da sua população. "Na China, pode ser que o governo teria de fiscalizar e punir quem não seja verde", exemplifica ele.
"Por causa dessas diferenças culturais, é muito difícil chegar num acordo entre países em reuniões como a que aconteceu na Dinamarca ano passado", conclui Olesen.
SABINE RIGHETTI viajou a convite do governo dinamarquês
+ NOTÍCIAS EM AMBIENTE
- Erramos: Dinamarca quer ser verde com cobrança de imposto que inibe uso de carro e luz
- Conferência da ONU discute alternativas para reduzir perda de biodiversidade
- Dia do Consumidor Consciente destaca redução do consumo de sacolas plásticas
- Catadores do Cairo usam lixo para conseguir luz e água quente
- FAO anuncia que está prestes a erradicar peste bovina
- Pachauri permanece na presidência; IPCC concorda com reformas
- Primeiros painéis solares ameaçam ideia de serem ecologicamente corretos
- Inglês e mais 7 línguas em lições de 15 min, com livro e CD. Desconto de 30%!
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- O meio ambiente já está comprometido, afirma autor de 'Para onde vamos?'
- Inundações e desmatamentos são debatidos desde 1786, diz professor
- Cientistas temem pandemia capaz de matar milhões, diz infectologista
- Dicionário Houaiss de R$ 269,00 por R$ 193,00
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Greenpeace invade navio no Maranhão para protestar contra desmatamento
- HÁ 20 ANOS: Europeus estudam criar imposto sobre o consumo de combustíveis fósseis
- 'Emergentes virão em peso para o Brasil', diz ministra
- Principal rival de presidente iraniano também virá ao Rio
- HÁ 20 ANOS: Cogumelos podem ajudar a despoluir solos contaminados por agrotóxicos
+ Comentadas
- Rio e São Paulo estão entre as cidades mais poluídas do mundo, diz OMS
- Ibama flagra uso de aviões em desmatamento na Amazônia
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.









Câmeras Sony
Celulares
GPS
Home Theater
iPod