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10/08/2010 - 16h38

Em 20 anos, número de crianças com alergias alimentares aumenta 500%

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Internações hospitalares por alergias alimentares em crianças aumentaram 500% nos últimos 20 anos, mas os médicos não entendem o que está impulsionando o crescimento. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Independent" nesta terça-feira.

As reações aos alimentos podem ser graves, afetando a pele, os pulmões ou o intestino, e são reconhecidas como um problema pediátrico grande no Reino Unido e em outros países ocidentais. Em geral, entre 6% e 8% das crianças com menos de três anos são afetadas por alergias alimentares, um aumento acentuado desde 1990.

Especialistas dizem que mesmo estes números subestimam a incidência real da doença. Para melhorar o diagnóstico e o tratamento, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (Nice, na sigla em inglês) publicou um projeto de orientações que precisa de mais testes, mas alerta para os perigos de testes vendidos pelos praticantes de medicina alternativa.

Adam Fox, consultor alergista pediatra no Hospital St Thomas, em Londres, e membro do painel de Nice, disse que havia diversas teorias sobre o surgimento das alergias, mas elas ainda não funcionam na prática.

Entre as teorias, estavam casas que eram limpas com frequência, impedindo a exposição do sistema imunológico das crianças a insetos; falta de vitamina D; dietas mais pobres; aumento do uso de paracetamol; e atraso na introdução de alimentos sólidos.

"Todas essas teorias têm limitações - elas têm buracos. Existem provavelmente várias razões para o aumento da alergia - nenhuma teoria pode explicar tudo", disse Fox.

A alergia a alimentos aparece de duas formas. Existe a reação imediata, quando a resposta ao comer um amendoim deixa a respiração ofegante, por exemplo. Testes cutâneos e exames de sangue são a maneira padrão para descobrir o alimento causador.

Há também a reação retardada, quando o eczema de uma criança é agravado pelo consumo de leite de vaca. Uma dieta de exclusão, na qual o alimento suspeito é retirado por quatro a seis semanas e depois reintroduzido para ver se a reação é repetida, é o teste padrão, apesar de demorado.

Fox disse que um estudo com 1.000 crianças que vivem na Ilha de Wight mostrou que 33% dos pais acreditavam que seus filhos tiveram alguma reação aos alimentos. O teste revelou que o número real com alergia imediata era muito menor, cerca de 5%. Quando as crianças com reações tardias foram incluídas, o número subiu para mais de 6%.

"O relato é uma prova de que os pais são muito ansiosos e se preocupam sem necessidade. Mas, na realidade, 6% a 8% de todas as crianças no Reino Unido com alergia é um número muito grande", disse Fox.

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