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Pequena quantidade de açúcar consumida com frequência eleva risco de cárie
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ANAHAD O'CONNOR
DO "THE NEW YORK TIMES"
Açúcar e cáries andam sempre juntos. Porém, a quantidade total de açúcar que se consome tem menos impacto na formação de cáries do que a forma como esse açúcar é consumido.
A cárie ocorre quando as bactérias que revestem os dentes se alimentam de açúcares simples. Ela cria um ácido que destrói o esmalte do dente. Quando se come algo doce, a bactéria leva por volta de 20 segundos para converter o açúcar em ácido, que então dura por 30 minutos.
Isso significa dizer que uma lata de refrigerante é bem menos prejudicial para os dentes quando consumida em apenas alguns minutos do que a mesma lata de refrigerante quando consumida por algumas horas com goles repetidos, disse Carole Palmer, professora de saúde pública e serviço comunitário na Universidade de Medicina Dental Trufts.
"Todas as vezes que açúcar é levado até a bactéria, o ácido será formado" disse Palmer, que recentemente publicou um artigo explorando mitos dentários na publicação "Nutrition Today".
"Os fatores que vão aumentar o risco de cárie não incluem a quantidade total de açúcar, mas o padrão de consumo. Você é do tipo que está constantemente dando goles? Você pega um refrigerante e o deixa em sua mesa toda a tarde? Faz uma xícara de café com açúcar e dá pequenos goles durante toda a manhã?"
Pelo mesmo motivo, muitos dentistas aconselham que os pais não deixem os filhos usarem copinhos infantis com muita frequência. O uso constante desse tipo de copo tem sido, em alguns estudos, associado a cáries em crianças pequenas.
Palmer enfatiza que não isso não acontece só ao consumir açúcar, mas também qualquer ácido, como refrigerante dietético. Um estudo chegou a revelar que balas azedas seriam significantemente mais destrutivas para o esmalte do dente que as balas doces comuns, devido ao seu nível de acidez.
Conclusão: pequenas quantidades de açúcar consumidas frequentemente aumentam a incidência de cáries mais do que grandes quantidades de açúcar consumidas com menos frequência.
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