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25/01/2010 - 15h47

Emergentes prometem ajuda climática a países pobres

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RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo

Os países gigantes emergentes querem recuperar a confiança das nações pobres pequenas na tentativa de retomar o bom andamento das negociações para o novo acordo do clima. Em reunião ontem em Nova Déli, ministros de ambiente do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China), decidiram que o bloco vai dar contribuição financeira para países mais pobres lidarem com o aquecimento global e criar um comitê de auxílio científico.

O valor da contribuição conjunta ainda não foi anunciado, mas, segundo Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente do Brasil, deve ocorrer em breve. "Ontem, o que ocorreu foi uma reunião de ministros, e, naturalmente, o montante vai ser definido em conjunto com os presidentes", disse Minc à Folha, por telefone. "A ideia é que seja um contribuição idêntica para todos os países do Basic."

MustafaQuraish/AP
Da esq. para a dir.: Jairam Ramesh, Xie Zhenhua, Buyelwa Sonjica e Carlos Minc ontem, em Nova Déli; emergentes vão dar ajuda a pobres
Da esq. para a dir.: Jairam Ramesh, Xie Zhenhua, Buyelwa Sonjica e Carlos Minc em Nova Déli; emergentes vão dar ajuda a pobres

De acordo com o brasileiro, o gesto deve auxiliar os quatro gigantes emergentes a atraírem o G-77 (bloco diplomático com mais de 120 países em desenvolvimento) de volta à negociação do acordo do clima. Muitos dos países desse grupo se sentiram mal representados na conferência de Copenhague, em dezembro, e se recusaram a assinar o documento final da cúpula, que havia sido articulado pelo Basic e pelos EUA.

"Evidentemente, foi do G-77 que partiu a maior resistência, porque o processo foi pouco inclusivo e pouco transparente", diz Minc, que culpa a anfitriã Dinamarca por ter conduzido mal o debate. "Agora, o Basic quer avançar mais e quer voltar a se articular melhor com o G-77, que é de onde vem, também, a sua força política."

Segundo o ministro brasileiro, os quatro países criarão um comitê conjunto para ampliar a cooperação científica. O Brasil, que já fornece à África imagens de satélite para monitorar florestas, deve estender o serviço a outros países. A oferta, diz Minc, é necessária para que outras nações possam aderir aos programas de Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal), que oferecem compensação financeira a países que preservam suas matas como forma de evitar a emissão de gases-estufa.

As declarações de Minc ganharam reforço de seus colegas ministros após a reunião de ontem. Jairam Ramesh, da Índia, disse que quer buscar um "consenso com os países desenvolvidos", também. Xie Zhenhua, da China, concentrou seu discurso em cobrar dos países ricos o "dinheiro rápido" que haviam prometido para ajudar nações pobres a lidarem com o aquecimento global.

O valor acertado em Copenhague era de US$ 30 bilhões, em três parcelas anuais até 2012. Segundo Zhenhua, a primeira deve seguir para os países mais pobres, sobretudo os africanos e as nações-ilhas.

Os quatro ministros também anunciaram que vão cumprir o prazo estabelecido em Copenhague para que países em desenvolvimento definam suas propostas voluntárias de corte de emissões. "Nós [o Basic] temos a obrigação de sermos os primeiros a submeter os planos de ação", disse Buyelwa Sonjica, da África do Sul.

Outro bom sinal que o Basic deu aos países pobre pequenos foi sua posição com relação à proposta de reduzir o debate do novo acordo do clima a um grupo restrito de 28 países. Sugerida pelo chefe da Convenção do Clima da ONU, Yvo de Boer, para evitar tumulto diplomático, e apoiada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, a proposta foi criticada ontem.

"O Basic discutiu isso e rejeita a ideia", disse Minc. "Mas, isso não significa que não haverá articulações prévias entre grupos menores. Isso é que faltou em Copenhague." Várias reuniões devem acontecer até a próxima conferência do clima, no fim do ano, no México, diz.

Com Associated Press e France Presse

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (124) 31/01/2010 17h59
Olmir Antonio de Oliveira (124) 31/01/2010 17h59
A respeito de fundo para ajudar países pobres. É de se crer se derem condições de moradias dignas as pessoas já estarão ajudando em muito a preservação, principalmentese derem meios de susbsistencia, que possam usar combustível menos poluente e ou fonte renovavel (uso para queima, fogão, pobres de verdade de paises pobres não tem carro particular), geralmente recebem, se é quere cebem, são tratados pior que "muitas espécies de animais". O que pode preocupar é que 100 bilhões, é um bom dinheiro, mas que pode ser pouco se cair na mão de políticos, oportunistas, e picaretas de plantão existentes no mundo afora, pode virar mais muita fumaça, demagogia, mais contas e impostos para o trabalhador pagar..... Solução apenas para encher o bolso de meia dúzia, certamente já deve ter super poderosos preparados para embolsar a grana, papo de ajuda, filantropia, projetos... É preciso zelo, honestidade... 2 opiniões
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eduardo de souza (635) 31/01/2010 15h49
eduardo de souza (635) 31/01/2010 15h49
Fazer dinheiro sem dinheiro e de quebra, enforcar a juros altos uma nação e suas riquezas naturais.
Os bancos produzem 1 trilhão em papel impresso em cima de papel emitido pelo governo, ficam com 10% logo de início, 100 bilhões, pegam essa porcaria que não existe e passa à frente resgatando em troca as riquezas naturais.
Um bando de safados colocou em risco a vida toda de um planeta por um papel impresso combinado com inteligência e falta de caráter.
9 opiniões
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Rubens Junior Moreno Rubio (88) 30/01/2010 19h40
Rubens Junior Moreno Rubio (88) 30/01/2010 19h40
oi, caros leitores, toda vez que os gls, publicam essas falsas teorias, o que já foi provado pelo climagate, me vejo com a burrice atinge a todos, vejo hoje os ambientalistas, como foi na alemanha da segunda guerra, para não ofender, ou como os comunistas, a amazonia, é o futuro da agricultura e da pecuária, tem um indice de produtividade enorme, uma pecuária de ponta, e para nós obras nada, financiamento nada, por culpa do meio ambiente, a burocracia que nos obrigam, tudo isto é para entregar a amazonia aos gls americanos, ou seus exercitos, hoje não adianta ser homem, é melhor ser gls, e gritar na frente do palácio do planalto para proteger a floresta, mas fomos incentivados a vir aqui a produzir aqui, antes eramos pioneiros hoje somos bandidos, uma vergonha, a amazonia, precisa ser ocupada com urgencia, e ter ainda um limite de + 20% a ser desmatado, para que se configure como território nacional e se de condição de vida aos seus moradores, infelizmente a minoria vence, com berros e a força do dinheiro gls ianque, muito obrigado 6 opiniões
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