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29/08/2005 - 09h52

Simulação em computador reforça elo entre aquecimento e extinção

HELEN BRIGGS
da BBC Brasil

Uma simulação computadorizada sugere que o aquecimento global foi o responsável pela extinção da maior parte das formas de vida que aconteceu há 250 milhões de anos.

Segundo pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos, um forte aumento nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera fez com que as temperaturas ficassem entre 10º C e 30º C mais altas do que as atuais.

O aumento do calor teria exercido um violento impacto sobre os oceanos, cortando o oxigênio das regiões mais profundas e causando a extinção de 95% das formas de vida marinha.

Outros animais e plantas também teriam sido afetados, com 75% das formas de vida terrestres sendo extintas.

Vulcões

As conclusões, divulgadas em artigo publicado na revista "Geology", reforçam o crescente conjunto de evidências de que foi o aumento da temperatura global, e não a queda de um astro sobre a Terra, que causou a maior extinção em massa da história da Terra.

Este evento, que ocorreu há cerca de 250 milhões de anos, no final do período Permiano e início do período Triássico, vem intrigando os cientistas há muito tempo.

Várias causas possíveis já foram aventadas --como o impacto de corpos celestes, vulcanismo, mudanças climáticas e glaciação--, mas tem sido difícil encontrar provas que corroborem as teses.

Mas os dados mais recentes coletados pelos cientistas do centro de pesquisas atmosféricas situado em Boulder, no Colorado, reforçam a tese de que uma intensa atividade vulcânica durante centenas de milhares de anos lançou grandes quantidades de dióxidos de carbono e de enxofre no ar, aquecendo gradualmente o planeta.

Utilizando um software especial para simular as condições então vigentes, os pesquisadores concluíram que as temperaturas nas latitudes mais altas aumentaram tanto que os oceanos se aqueceram até uma profundidade de 3.000 metros.

Isso teria afetado o processo circulatório que leva a água mais fria, carregando oxigênio e nutrientes, para as regiões mais profundas dos oceanos. A água teria ficado sem oxigênio, impossibilitando a continuidade da vida marinha.

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