STF prorroga horário da primeira sessão da denúncia do mensalão
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que aprecia a denúncia contra 40 envolvidos no escândalo do mensalão deve ser encerrada por volta das 21h. A previsão era terminar os trabalhos às 19h e retomar amanhã, às 10h. O objetivo da mudança é dar agilidade às sessões para que na sexta-feira seja possível concluir o julgamento. Há apenas duas interrupções por dia: na hora do almoço e às 16h.
Até amanhã, os advogados dos acusados terão tempo --de 15 minutos cada, exceto aqueles que defendem mais de um cliente-- para apresentar suas defesas. Em geral, os argumentos estão sendo semelhantes: há um esforço da defesa em tentar desqualificar as acusações.
Só depois de apresentadas as defesas dos acusados os ministros revelarão suas posições e apresentarão seus votos. O primeiro a ler o voto será o relator, ministro Joaquim Barbosa.
Durante o julgamento, os ministros do STF vão decidir se aceitam ou não a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra os acusados de envolvimento no mensalão --esquema de suposto financiamento a parlamentares do PT e da base aliada denunciado em 2005 pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
Protestos
Pela manhã, uma estudante de enfermagem fez um protesto solitário em frente ao prédio principal do STF. Afirmando chamar Viviane, ela estendeu uma faixa, na qual se lia: "Basta".
À tarde, um grupo pequeno de manifestantes fez outra manifestação também em frente ao prédio principal do STF. Segurando faixas, 12 homens e mulheres pediram por justiça e mais apoio para a cultura.
Não houve violência. Nas faixas, os manifestantes escreveram: "Em terra do mensalão não tem dinheiro para a cultura" e "O Lula quer acabar com o Ministério da Cultura".
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