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Brasil
26/11/2007 - 13h32

Oposição abandona obstrução e analisa estratégia de acelerar votação da CPMF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A oposição está disposta a desobstruir a pauta de votações do Senado, trancada por duas medidas provisórias, na estratégia de acelerar a tramitação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. DEM e PSDB vão encerrar nesta tarde a obstrução às votações do plenário em um acordo firmado com os líderes partidários, mas estão divididos sobre acelerar a votação do "imposto do cheque".

O DEM acredita que, se a CPMF for colocada em votação imediatamente, o governo não terá votos para aprová-la em plenário --por isso quer acelerar a tramitação da matéria. Menos otimista, o PSDB aceitou votar as duas medidas provisórias para destrancar a pauta de votações, mas o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), avalia que o governo ainda terá pelo menos 15 dias para conquistar votos dos aliados --o que não justifica acelerar a tramitação da CPMF.

"Eu não sou a favor dessa história de acelerar por duas razões. Tenho que ter certeza de que o governo não terá os 49 votos para aprovar a prorrogação da CPMF. A segunda razão é que a CPMF não será colocada em votação hoje. O governo terá pelo menos 15 dias para construir votos em seu favor, que é o prazo mínimo de tramitação da CPMF", disse o líder à Folha Online.

Virgílio afirmou que a decisão de votar as duas medidas provisórias "não tem nenhuma ligação" com a tese de acelerar a tramitação da CPMF. As bancadas do DEM e do PSDB vão se reunir nesta terça-feira para afinar o discurso sobre a tramitação do "imposto do cheque", já que discordam sobre o mecanismo de acelerar a sua votação.

"Se o governo perceber que acelerar a CPMF não interessa para eles, vão retardar a sua tramitação. Eu não posso fazer xadrez somente com o governo mexendo as peças", disse Virgílio.

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), convocou sessão deliberativa para esta tarde com o objetivo de desobstruir a pauta de votações da Casa. Virgílio disse que o PSDB aceitará votar as duas MPs desde que o governo reúna o número suficiente de parlamentares para a sua votação.

Estratégias

Enquanto os governistas têm a relatoria da CPMF nas mãos do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a oposição se articula com o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Marco Maciel (DEM-PE), para retardar ou acelerar a tramitação da matéria de acordo com o clima político da Casa.

Depois que a CPMF receber emendas em plenário, terá que retornar à CCJ para a discussão de eventuais mudanças no texto.

A Folha Online apurou que, se DEM e PSDB perceberem que o governo tem votos para prorrogar o "imposto do cheque", vão se articular para retardar a votação --já que a vigência da CPMF termina no dia 31 de dezembro.

A estratégia poderá ser invertida ao perceberem que os governistas não têm os 49 votos necessários para a aprovação da matéria.

Na opinião de Virgílio, o "pior dos cenários" é "cair na conversa do governo" e acelerar a tramitação da CPMF sem a certeza de que o Palácio do Planalto não têm os 49 votos necessários para a prorrogação.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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