Brasil
22/12/2007 - 10h00

Partidos contestam problemas alegados em auditoria fiscal

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

Os partidos citados no escândalo do mensalão negam que tenham praticado as irregularidades fiscais apontadas pela Receita Federal. "A instituição PT não praticou irregularidades. Os atos ilegais foram atos individuais", afirma Paulo Ferreira, secretário nacional de finanças do PT.

Segundo ele, não faz sentido suspender a imunidade tributária dos partidos por causa de eventual uso de caixa dois e de notas fiscais frias: "Essa é a legislação para as empresas. Inexiste legislação acerca disso para os partidos".

O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), disse ter "certeza de que o partido não vai perder a sua imunidade". Alega que o PMDB "prestou à Receita Federal todas as informações que lhe foram requisitadas." O assessor de imprensa do partido, Márcio Freitas, informou:

1) A Receita, de fato, auditou as contas do PMDB; 2) A única pendência comunicada formalmente diz respeito à falta de recolhimento na fonte do Imposto de Renda de duas funcionárias; 3) O PMDB recolheu o tributo; 4) A despeito do recolhimento, a Receita manteve pretensão de suspender a imunidade tributária; 5) O partido recorreu. Alega que, uma vez sanada a irregularidade, não haveria motivo para punições; 6) A Receita ainda não deliberou sobre o recurso.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) diz que responde pelo partido a partir de sua posse na presidência na sigla, em setembro último. "Não posso dizer se houve caixa dois porque não sei. A Receita vai ter de provar que houve caixa dois e uso de nota fria."

Segundo ele, só a Justiça pode determinar a suspensão da imunidade, a partir de um pedido da Receita.

Em nota, o PR confirma que o partido recebeu relatório de auditores da Receita, "ainda em fase procedimental e administrativa". "O PR nega, no entanto, que o referido relatório aponte para a existência de recursos não contabilizados ou de documentos fiscais indevidos na conta da legenda", afirma o texto.

Valdemar Costa Neto e o PR informaram que não comentam as declarações de Maria Christina Mendes Caldeira de que o deputado usava o partido para lavar dinheiro.

A comissão executiva nacional do DEM afirmou, em nota, que as ações da Receita deveriam se estender a outras entidades, como os sindicatos, consideradas imunes pela mesma lei que beneficia os partidos.

"Entende a Receita que o partido deixou de recolher, na fonte, impostos devidos por terceiros e incidentes em prestações de serviços. Alega também que há erro no fato de o partido ter quitado despesas médicas e funerárias de um antigo funcionário", informou a nota. O DEM disse extra-oficialmente que o débito cobrado pela Receita é de R$ 6 mil.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que "do ponto de vista do partido, não existem os problemas" apontados pela Receita. Segundo ele, as irregularidades apontadas pela auditoria "são coisas bobas, coisas normais".

O vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, disse que a Receita questiona apenas quatro notas fiscais no valor total de R$ 213 mil, de 2002 e 2003, e cobra R$ 100 mil em imposto supostamente não recolhido na fonte. Segundo ele, a Receita quer que o partido prove a realização de serviços relativos a duas das notas e o pagamento das outras duas. O partido recorrerá da decisão.

Procurado, o tesoureiro-geral do PTB, Luiz Rondon de Magalhães, não foi localizado.

Comentários dos leitores
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
O Pacificador (203) 26/11/2009 13h31
"Eleições internas do PT confirmam volta de mensaleiros ao comando do partido..."
É surpresa isso?
A natureza é assim mesmo...
Veja só: Flor do Pântano cresce aonde?
Pois é, com eles não poderia ser diferente...
sem opinião
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joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
joao michelini (82) 26/11/2009 11h31
A partir da ANISTIA E DAS DIRETAS JA.
Surge uma NOVA CLASSE SOCIAL BRASILEIRA.. A DOS POLITICOS ...e que nos dias de hoje supera as demais classes. BAIXA, MEDIA E ALTA.
A CLASSE DOS POLITICOS PODE SER CONSIDERADA ALTA-ALTA - transferências de propriedades, sem exceção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação de recursos do ESTADO, MUNICIPIOS, UNIAO E ESTATAIS,PRIVATIZAÇOES. Apropriadas pelas máfias privadas dirigidas por PARTIDARIOS ALIADOS com a corrupção. Esses novos multimilionários saqueam ESTADOS MUNICIPIOS A UNIAO E GRANDES EMPRESAS ESTATAIS em milhões de dólares.O MEXICO E O BRASIL, são os dois países que privatizaram os monopólios públicos mais lucrativos, os maiores e os mais eficientes. Do total de 157,2 mil milhões de dólares nas mãos de 38 multimilionários latino-americanos, 30 são brasileiros. Alguns acumularam suas fortunas obtendo contratos governamentais, e outros através DE INFLUENCIA POLITICA BENEFICIANDO-SE de relações políticas e suborno de empresas públicas.
E O RESTO É RESTO
Classe alta - Classe média - Classe baixa - Miseráveis
E a CLASSE DE OTARIOS COMO NOS ELEITORES, QUE PAGAMOS POR TUDO ISSO..., QUE SE LASQUE, RECORRER A QUEM SE DOMINARAO TUDO.
EXECUTICO - LEGISLATIVO E ATE O JUDICIARIO COM O STF DANDO LHES COBERTURA...
-----VOTO NULO NAS PROXIMAS ELEIÇOES NESTA CASTA DE MALANDROS---
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J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (70) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. 2 opiniões
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