Justiça prorroga prazo para Procuradoria analisar inquérito dos Correios
da Folha Online
A 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal prorrogou o prazo para a Procuradoria da República no DF analisar o relatório da Polícia Federal sobre o inquérito dos Correios. O prazo foi prorrogado por 60 dias a pedido da Procuradoria.
De acordo com a Procuradoria, o pedido de prorrogação foi feito por conta do grande volume de material a ser analisado. O inquérito tem seis volumes principais e 53 apensos, que totalizam 133 volumes. Também fazem parte do material a ser analisado fitas VHF e volumes referentes a escutas telefônicas e quebra de sigilo autorizadas pela Justiça.
A Procuradoria informa que os procuradores que atuam no caso só tiveram acesso a todo o material colhido durante as investigações em 15 de fevereiro. O pedido de prorrogação do prazo de análise foi feito no dia 22 de fevereiro. O MPF aguarda aguarda agora o retorno do inquérito policial para prosseguir o trabalho.
O esquema de corrupção nos Correios veio à tona em maio de 2005, quando a revista "Veja" tornou público o conteúdo de uma fita de vídeo em que o ex-chefe de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho foi flagrado ao receber uma propina de R$ 3 mil. Marinho foi demitido por justa causa em setembro de 2005.
Marinho apontou o ex-deputado e atual presidente do PTB Roberto Jefferson como gerenciador do esquema. Jefferson negou desvio de dinheiro público para o caixa do partido, mas admitiu que a possibilidade de indicar apadrinhados para facilitar a captação de recursos junto a fornecedores era a razão para a disputa entre legenda pelas empresas estatais.
Junto com o ex-diretor de Administração Antonio Osório, Marinho seria um dos responsáveis, juntamente pelo desvio de dinheiro da estatal para o PTB por meio de licitações fraudulentas.
O desdobramento do caso resultou na denúncia feita pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre a existência do pagamento do mensalão por parte do Planalto aos partidos da base aliada. O escândalo provocou o afastamento de José Dirceu da Casa Civil, que mais tarde teve o mandato de parlamentar cassado pelo plenário da Câmara.
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Especial


"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
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