Brasil
14/04/2008 - 23h04

DEM e PSDB definem posição contra possível terceiro mandato de Lula

WANDERLEY PREITE SOBRINHO
Colaboração para a Folha Online

Os líderes dos dois maiores partidos de oposição ao governo federal, DEM e PSDB, decidiram na noite desta segunda-feira fechar posição contra a concessão a possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada depois de uma reunião a portas fechadas em um hotel de São Paulo.

"Não vamos votar no Congresso nada que altere as regras eleitorais" disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Para o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), a Constituição não deve ser alterada de acordo com o "humor" do governo. "A Constituição não pode servir aos interesses individuais de A, B ou C. Não há nenhum motivo para que esse casuísmo seja transformado em realidade no Congresso", disse.

Sobre a aprovação da reeleição que beneficiou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Maia disse que a situação era outra. "[A reeleição] acompanha alguns sistemas eleitorais no mundo. O terceiro mandato não".

Os partidos não admitem nem a adição de um ano ao mandato presidencial. "O mandato de cinco anos é a mesma coisa. Vai abrir um precedente jurídico para que o presidente Lula dispute um terceiro mandato", afirmou Maia. "Nesse momento, qualquer nova alteração na Constituição será oportunismo do governo.

Além dos presidentes do DEM e do PSDB, participaram do encontro o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), os deputados federais Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), José Aníbal (PSDB-SP) e Rodrigo de Castro (PSDB-MG), os senadores Marco Maciel (DEM-PE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Agripino Maia (DEM-RN) e o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen (SC).

Comentários dos leitores
Otavio Cezar (1) 13/10/2008 15h25
Otavio Cezar (1) 13/10/2008 15h25
Será escolhido candidato do PSDB aquele que tiver um projeto de país e nã oum projeto pessoal como o Serra que não apoiou o candidato do seu proprio partido a prefeitura de S. Paulo. Se o The Economyst pensa que os tucanos brasileiros não levarão em conta isso ele está muito equivocado.
É fácil prever decisões internas de 1 partido brasileiro lá de fora. O PSDB está maduro e saberá definir entre um velho obssecado e um jovem que tem um trabalho consolidado frente ao governo de Minas. A proposito: o que Serra fezz por S. Paulo até o momento? Ao meu ver: nada!
sem opinião
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ANDRÉ TALORA (1) 12/10/2008 10h23
ANDRÉ TALORA (1) 12/10/2008 10h23
Caros amigos, estamos numa clara situação de divisão política. Temos então duas opções: ou continuamos a acreditar no projeto político que o PT implantou e que vem trazendo resultados, embora muito lentos, ou partimos para o lado dos tucanos e DEM e ajudamos a direita reacionária e elite burguesa a se reinstalarem no poder para governar para os ricos. Que o povo tem memória curta é fato, mas vale a pena esse retrocesso político e social??? 3 opiniões
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Juliano Fortes (36) 10/10/2008 23h54
Juliano Fortes (36) 10/10/2008 23h54
Os mais afoitos já decretaram a vitória do Serra nas eleições pelas prefeituras em São Paulo e, principalmente, na Capital. Vitórias que, dizem eles, fazem com que ele se consolide como a grande força política dentro do PSDB, com vistas a 2010. Mas, como falar em vitória e consolidação de uma liderança que patrolou o próprio companheiro de partido? O PSDB paulista foi reduzido a nada, está em frangalhos, não há a menor confiança entre seus membros, entre lideranças e liderados, virou um grande e terrível nada. 5 opiniões
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