Brasil
14/05/2008 - 19h07

Em carta a servidores, Marina diz que encerra ciclo; leia íntegra

da Folha Online

Marina Silva, ex-ministra de Meio Ambiente, encaminhou uma carta de despedida aos servidores da pasta. Ela entregou ontem sua carta de demissão para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na carta aos servidores, Marina diz que está encerrando um ciclo no qual enfrentou muitas dificuldades. "Estou fechando um ciclo no qual enfrentamos muitas dificuldades, mas, colhemos resultados gratificantes nesses cinco anos e meio em que estamos juntos", diz ela na carta.

A ex-ministra diz que não perderá o contato com os servidores da pasta. "Continuaremos em contato, agora que voltarei ao Congresso Nacional, na busca da sustentabilidade política fundamental para consolidação da agenda de desenvolvimento sustentável."

Leia abaixo a íntegra da carta de Marina Silva:

"Prezados servidores,

Acabo de entregar ao Presidente Lula carta na qual comunico minha decisão de deixar a honrosa função de ministra do Meio Ambiente e meu retorno ao Senado Federal. Estou fechando um ciclo no qual enfrentamos muitas dificuldades, mas, colhemos resultados gratificantes nesses cinco anos e meio em que estamos juntos.

Quero agradecer a colaboração de todos e afirmar que nada do que alcançamos seria feito sem a participação, o entusiasmo, as críticas, a competência de cada um de vocês. E não foi pouco: entre outras conquistas, a criação de quase 24 milhões de hectares de áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a estruturação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de Florestas, do Plano Nacional de Combate à Desertificação. Também conseguimos aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação administrativa provisória, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, entre outros marcos regulatórios importantes.

Com erros, acertos e muito aprendizado, acredito que conseguimos nos guiar pela quatro diretrizes traçadas quando aqui chegamos: a busca do desenvolvimento sustentável, do controle e participação social, do fortalecimento do SISNAMA e da política ambiental integrada pela prática da transversalidade.

Embora nunca tenha conseguido lhes dar a atenção que pretendia, dada a intensidade da agenda de que são testemunha, procurei fazer o possível para valorizar os servidores por meio de aumento salarial, enquadramento na carreira funcional, informatização e reforma das instalações físicas, realização de concursos públicos e reorganização das equipes de licenciamento. A reestruturação do Ministério, feita com o objetivo de aproximar mais o organograma das necessidades de nossas ações e programas, levou à criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, da Secretaria de Mudanças Climáticas, do Instituto Chico Mendes e do Serviço Florestal Brasileiro.

Assim como nossa gestão incorporou avanços de gestões anteriores, estou certa de que nosso trabalho terá continuidade sobretudo pela ação de vocês, servidores, os agentes verdadeiramente capazes de internalizar a política ambiental que melhor sirva ao nosso País.

Continuaremos em contato, agora que voltarei ao Congresso Nacional, na busca da sustentabilidade política fundamental para consolidação da agenda de desenvolvimento sustentável.

Um grande abraço,

Marina Silva"

Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (39) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
Anna Carolina Sphair (3) 03/06/2008 10h20
CURITIBA / PR
Desmatar a floresta Amazônica para tirar madeira de lá é sinal de que o Brasil é realmente um país muito PRIMITIVO! Explorando a floresta de um modo inteligente,realizando pesquisas, descobrindo medicamentos, se ganharia muito mais dinheiro, cultura e tecnologia!!! A floresta tem um potencial imenso, que é jogado no lixo cada vez que uma árvore cai... pra quê? Para retirar madeira de lá? Usem a Amazônia do modo correto, preservando, utilizando sem destruir. Se isso for feito,ela sempre estará lá, para gerar novos recursos. Se continuarem derrubando a floresta apenas, uma hora a fonte vai secar. Vai chegar o tempo emq ue apenas ter dinheiro não será o suficiente para sobreviver, o meio ambiente vai mostrar isso, como já está fazendo... Senadores,deputados, Sr.Presidente...estamos d eolho nas vossas ações!!! 2 opiniões
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Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
Rubens Junior Moreno Rubio (71) 31/05/2008 09h41
quero ser legal, juro que quero trabalhar legalmente, mais protocolei uma LAU, na região amazonica, para exploração de um projeto de manejo de 618 (seiscentos e dezoito hectares), que daria por volta de 21.000 m/3 de madeira legalizada, explorada como quer os bambis ambientalistas, mas até agora nem começou a andar o projeto, depois como quererm que os fazendeiros trabalhem honestamente, sejam honestos com nós e seremos o mesmo, já já
não aguento mais financeiramente, por que fica caro manter a área, e vou desmato tudo e jogo semente de capim, não está me restando outra alternativa
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