Amorim e Marina defendem Inpe e negam politização de dados sobre desmatamento
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e a senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, rebateram nesta terça-feira a possibilidade de o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) ter adiado a divulgação de dados sobre o desmatamento por questões políticas. Amorim e Marina também rechaçaram o risco à soberania nacional em relação à Amazônia.
"É tão absurdo [levantar dúvidas sobre a soberania nacional na Amazônia] que os brasileiros deveriam dormir tranqüilos, nós temos muito problema para nos preocupar, a Amazônia está bem tranqüila, o povo e o governo estão cuidando dela. Não tem perigo de alguém querer pegar a nossa Amazônia, quer dizer querer até pode, mas conseguir, não", afirmou Amorim, que participou da cerimônia de posse do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), no Palácio do Planalto.
Após ficar cinco anos no governo, Marina disse que há um esforço coletivo para garantir a soberania nacional na Amazônia. "O Brasil tem total soberania sobre a Amazônia e todos os esforços que fazemos é exatamente para cuidar da Amazônia como ela merece", disse ela.
Em seguida, a senadora afirmou: "Quem quiser nos ajudar tem de ter muito claro que não abrimos mão da nossa responsabilidade em relação à Amazônia, que temos dado passos significativos".
O diretor-presidente do Inpe, Gilberto Câmara, afirmou que deve divulgar nos próximos dias o levantamento sobre as áreas de desmatamento com os dados referentes a abril no que diz respeito ao desmatamento neste período. Segundo ele, os números não foram apresentados antes porque não haver uma exploração política do tema.
Para Amorim e Marina, não há razões para levantar dúvidas sobre os números que serão fornecidos pelo Inpe. "Tenho plena confiança [no Inpe]. É um trabalho com seriedade e que serve de suporte", disse Marina.
"É um instituto de grande credibilidade e de aceitação internacional. Nós temos trabalhado nisso com a maior transparência. Não creio que tenha ocorrido sobre obstrução de dados", afirmou Amorim.
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Ao invés de estarmos agora em 2009 discutindo possíveis candidatos e candidatas que disputarão a Presidência da República somente no último semestre de 2009 deveríamos sim aprofundar o debate na questáo da Segurança Nacional.Em primeiro lugar esperava-se que tal discussão. tão relevante para o presente e futuro do nosso país.nascesse no Poder Executivo e permeasse os integrantes dos demais poderes em especial o poder legislativo Federal e dai se alastrasse permeando as forças vivas da Nação como Imprensa,Rádio e demais veículos de comunicação.A hora é agora e o momento é somente nosso. É triste vermos que tal iniciativa já ocorre lá fora:como fez o NEW YORK TIMES que pergunta em uma reportagém: de quem seria a amazônia?ACORDA BRASIL...vamos fazer antes a lição de casa enquanto há tempo...
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