Publicidade

Publicidade
Brasil
29/05/2008 - 18h34

Ministério Público denuncia prefeito de Campos por formação de quadrilha e fraude

Publicidade

da Folha Online

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou hoje o prefeito de Campos dos Goytacazes, Alexandre Marcos Mocaiber Cardoso (PSB) por formação de quadrilha e fraude em licitação. De acordo com o Ministério Público, o esquema teria provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 9 milhões aos cofres públicos.

De acordo com a denúncia, a prefeitura teria assinado seis contratos que beneficiaram indevidamente três empresas do ramo de construção civil e os demais denunciados.

Também estão envolvidos no esquema o ex-secretário de Obras José Luiz Maciel Puglia; o ex-subsecretário de Obras Adriano Marques do Nascimento; o ex-secretário de Fazenda Carlos Edmundo Ribeiro de Oliveira; a presidente da comissão permanente de licitação do município, Marta Antonia Miranda Vasconcelos; o ex-procurador-geral do município Alex Pereira Campos; a procuradora do município, Flávia Trindade Ferreira de Araújo Naked Chalita, e três fiscais da Secretaria de Obras.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta quinta-feira manter Mocaiber no cargo. Mocaiber havia sido afastado do cargo no dia 11 de março, a pedido da Procuradoria Regional da República da 2ª região, após ser preso durante a Operação Telhado de Vidro, da Polícia Federal.

Durante a operação, 14 pessoas foram presas. Na ocasião, foi constatado que havia falta de controle nas contratações realizadas pela Prefeitura de Campos, que tinha na folha de pagamentos mais de 16 mil terceirizados.

A pedido da Procuradoria Regional da República da 2ª região, Mocaiber foi afastado do cargo de prefeito por 190 dias.

Denúncia

Segundo a denúncia, empresários ligados à prefeitura usavam laranjas para disputar licitações viciadas e, assim, firmarem contratos milionários.

A investigação do Ministério Público começou com um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que indicava uma movimentação financeira incomum na região. Ao longo das investigações, foi apurado o favorecimento de empresas contratadas sem licitação, usadas como laranjas.

A prefeitura também teria contratado cerca de 20 mil funcionários terceirizados, além de outros serviços, com preços superfaturados. Parte dos contratos eram mantidos com verba federal do Programa Saúde da Família, e também com verba de royalties de petróleo, pagas pela Petrobras.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Acertou o STJ ao suspender os mandados de busca e apreensão, vez que, como se sabe, tais empreiteiras mandam no Brasil e ninguém tem peito de ir fundo nas acusações de corrupção. Então, para que perder tempo se no fim as investigações vão acabar em absolutamente NADA! Vamos economizar tempo e dinheiro, não é mesmo TSJ? sem opinião
avalie fechar
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
É inequívoco que toda licitacao no Brasil
esteja absolutamente viciada
sem opinião
avalie fechar
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Se realmente essa quadrilha desviou(roubou) R$ 20.000.000,00..., é perca de tempo a polícia prendê-los..., a "JUSTIÇA" na mesma hora vai mandar soltar a todos..., nesse país, quem rouba muito não fica preso. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (264)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca