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Brasil
26/08/2008 - 10h17

Serra critica estratégia tucana de atacar Kassab em SP

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CATIA SEABRA
LAURA MATTOS
da Folha de S.Paulo

O governador de São Paulo, José Serra, manifestou a tucanos a sua insatisfação com a estratégia de campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo: de ataque à gestão Gilberto Kassab (DEM).

Dizendo-se atingido pelas críticas, o governador alega que não terá condições de atuar na campanha --como exigem os alckmistas-- depois de tantos ataques à sua gestão.

À frente da prefeitura de 2005 a 2006, Serra está especialmente contrariado com as críticas à área de saúde. O governador --que chegou a gravar um depoimento em apoio a Alckmin-- pedira ao tucano que evitasse ataques a Kassab, mantendo os canais abertos para um eventual segundo turno.

Após listar ações na saúde, o secretário municipal de saúde, Januário Montone, lamentou. "É muito triste ouvir críticas do Alckmin, principalmente na área da saúde, que foi e é a prioridade absoluta do Serra e do Kassab e onde avançamos tanto", desabafou: "Revolta constatar que ao romper com a disposição inicial de fazer uma campanha propositiva e sem ataques, ele resolva atirar nos seus e não na Marta".

O secretário de Planejamento, Manuelito Magalhães, disse duvidar do aval de Alckmin à estratégia. "Atacar os 40% de ótimo e bom do Kassab é agredir a inteligência do paulistano, além de atacar o próprio Serra".

Para o secretário de Educação, Alexandre Schneider, esse "não é o momento de brigar pelos jornais". "Meu papel é fazer com que o programa do PSDB seja cumprido até o fim."

Disposto a conquistar o eleitor de Alckmin, Kassab se limitou a alfinetadas. "Não vou polemizar porque minha campanha tem o que mostrar. Tem a minha gestão e comparações com a ex-prefeita."

Já no rádio, Kassab contra-atacou Alckmin pela primeira vez. O revide se deu ontem, em conversa entre personagens que participam de uma espécie de mesa redonda no programa de rádio do democrata.

"Cê pega muito no pé da Marta. O Geraldo não ajudou a acabar com as escolas de lata e disso você não fala", afirmou um. "Falo, sim. Falo que o prefeito e o governador hoje se entendem. Antes não se entendiam", respondeu o outro.

Até ontem, Kassab mantinha a linha de atacar Marta Suplicy (PT) e ignorar Alckmin. Coordenadores do marketing do democrata dizem que essa não será uma tendência da campanha, que permanece a estratégia de exaltar ações de gestão kassabista na prefeitura e compará-la à da petista. A provocação a Alckmin ontem, garantem, foi um "fato isolado".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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