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Brasil
29/08/2008 - 15h17

Britto diz que Supremo não "usurpou" funções legislativas

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio às críticas de integrantes do Congresso sobre a postura de "legislar" manifestada nas últimas decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Carlos Ayres Britto disse nesta sexta-feira que a Corte não "usurpou" as funções legislativas. Ao discursar durante conferência para advogados do Distrito Federal, Britto disse que o STF apenas tem modernizado as regras constitucionais.

'Não estamos usurpando funções legislativas. Estamos projetando sobre a Constituição um olhar mais condizente da sociedade sobre o século 20. Esses novos ares interpretativos advém da nova postura de compromisso com a sociedade", afirmou.

Britto defendeu a súmula vinculante editada pelo STF que proíbe o nepotismo no país --um dos pontos apontados por parlamentares como interferência do Judiciário no Legislativo. "Não precisamos de lei para dizer que o nepotismo agride os princípios da eficiência, da moralidade, da impessoalidade. Não vale confundir tomar posse no cargo com tomar posse do cargo", afirmou.

O ministro cobrou mais "atitude" do Poder Judiciário para fazer com que a Constituição Federal deixe de ser um "elefante branco" ou "latifúndio improdutivo".

"O que nos falta é o que faltou à seleção masculina brasileira de futebol na Copa de 2006 e nas Olimpíadas: atitude, disposição. A Constituição não padece de defeitos de normatividade, mas de interpretatividade."

Britto defendeu mais "sentimento" entre os integrantes do Poder Judiciário para analisarem o texto constitucional, sem se fixarem apenas nas "letras frias" da Constituição. O ministro ainda defendeu mudanças na linguagem utilizada pelos advogados, juízes e magistrados que, na sua opinião, muitas vezes afastam a sociedade do Judiciário.

"É como se estivéssemos ainda hoje usando a linguagem do hino nacional. Claro que o juiz não pode julgar fora dos autos, tem que fundamentar sua decisão tecnicamente. Mas deve abrir as portas do Direito", defendeu.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Se esta conversa grampiada tiver estes termos parece mais é conversa de bandidos, o que pode esperar de quem conversa assim em codigo, o pior é que não acontece nada, fica tuda na boa. sem opinião
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Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Agora parece que alguém pretende por ordem no pedaço! Tudo é normal quando todos assumem o que faz, porém certos partidos politicos por ai acham que precisam o tempo todo esconder seus podres e mostrar o dos outros! Ai o País vira casa da Mãe Joana. Uma fofoca atrás da outro e projeto politicos para a sociedade não aprecem nunca. Tem governador que pratica todo tipo de opressão e repressão e a midia nada divulga, para este tipo de governante a Constituição virou papel de banheiro, mas os jornais nada publica não é mesmo. Os jornalista estão precisando fazer seu trabalho em Minas Gerais ou será que é crime omitir informações só sobre alguns politicos por ai? Se mexerem na caixa preta da Educação Mineira... sem opinião
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Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Dizem que não existe crime perfeito!!! Quem matou P.C. Farias e Ana Marcolino? Quem matou Daniel Dantas? Quem matou JK? Quem matou Castelo Branco? Tancredo Neves teve mesmo diverticuliti? E o Ulisses Guimarães, porque só ele ficou preso pelo cinto de segurança no helicóptero. Alguns destes homens, poderiam ter mudado alguma coisa neste país, mas outros homens não tiveram interesse nestas mudanças, daí...... sem opinião
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