Diretores do Senado permanecerão nos cargos até análise da atuação de cada um
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Os 136 diretores do Senado que foram obrigados a colocar os cargos à disposição pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), vão permanecer nas suas funções até que a instituição analise a atuação individual de cada um.
A expectativa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, é que as mudanças ocorram "o mais rápido possível" --mas não há prazo para o efetivo afastamento dos diretores.
"Estamos tentando definir qual a função de cada diretor, uma vez que alguns estão no cargo em virtude da função gratificada, mas não exercem qualquer função de direção", afirmou o democrata.
Durante reunião da Mesa Diretora do Senado realizada nesta quarta-feira, os parlamentares decidiram aguardar o levantamento que será realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) sobre problemas estruturais no Senado antes de exonerar oficialmente todos os diretores.
A expectativa é que pelo menos a metade dos 136 diretores deixem suas funções, mas o comando do Senado pretende manter aqueles que respondam aos interesses da instituição. Alguns diretores do Senado chegam a receber salários da ordem de R$ 18 mil, além de gratificações em torno de R$ 2.000 pelos cargos de chefia.
A Mesa Diretora também decidiu reduzir o número de servidores terceirizados que prestam serviços à Casa Legislativa --depois da denúncia de que pelo menos 90% dos terceirizados têm parentesco com servidores do Senado.
Heráclito disse que o Senado deve convocar cerca de 60 novos servidores aprovados em concurso para substituir os comissionados. A intenção do Senado, segundo Heráclito, é enxugar o número de terceirizados.
Horas extras
A Mesa Diretora do Senado também decidiu hoje limitar o número de servidores da Casa que vão receber horas extras --depois de denúncia da Folha de que pelo menos 3.000 funcionários receberam extras por trabalhos realizados durante o recesso parlamentar do Congresso.
Cada gabinete ou setor deverá permitir que, no máximo, seis funcionários cumpram horas extras no Senado. Heráclito explicou que a ideia da Mesa é criar uma espécie de "rodízio" entre os servidores para evitar que muitos trabalhem além do horário normal de expediente --o que encarece os gastos da Casa.
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E a pergunta que fica é para que o Senado!
Se o Senado não tem uma função especifica a não ser aprovar ou não os projetos que passem pela camera dos Deputados que tem a função de legislar, eles ou moralizam a casa com uma reestruturação administrativa urgente ou devemos fechar essa casa da desgraça para o dinheiro do povo brasileiro.
Mas agora com o Sarney parece que vai ser diferente, realmente só parece!
Tudo começou com seriedade e preocupação da parte do atual Presidente, medidas de austeridade sendo tomadas ou pensando em tomar e estudos para reestruturação da casa, mas parece que já estão amolecendo, se todos viviam nesse trem fantastico da alegria da festa e corrupção, eles tem que sair e dar lugar a pessoas sérias e competentes alem de honesta para valorizar o Senado, para reesgatar o verdadeiro valor do Senado.
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