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29/06/2009 - 12h55

José Múcio diz que apoio do Planalto a Sarney é "absoluto"

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse hoje que o Palácio do Planalto não trabalha com a possibilidade de afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do cargo. Segundo o ministro, Sarney conta com o apoio irrestrito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A crise que atinge o Senado foi discutida nesta segunda-feira pelo presidente Lula e os ministros que integram a coordenação política. A avaliação é que o quadro não evoluiu. "O apoio do presidente Lula [a Sarney] é absoluto. O quadro não evoluiu no fim de semana. Em hipótese nenhuma a saída de Sarney é cogitada", afirmou.

O presidente Lula tem se esforçado para tentar minimizar o impacto do escândalo dos atos secretos que envolve a cúpula do Senado e saiu duas vezes, publicamente, em defesa de Sarney. O presidente afirmou que não pretende transformar a crise do Senado numa causa nacional. "Não quero transformar as coisas no Senado numa crise institucional. Ali no Senado todos têm maioridade e sabem o que acontece. Que tomem decisões e resolvam."

Em conversas com aliados, Sarney se mostrou disposto a permanecer no cargo em meio à crise política que atinge a instituição. Apesar da pressão de vários senadores para que Sarney se afaste temporariamente da presidência, a expectativa de senadores ligados ao peemedebista é que as denúncias comecem a reduzir gradativamente --o que lhe daria fôlego para permanecer no cargo.

A Folha Online apurou que senadores do grupo ligado a Sarney consideram que o calendário vai agir em favor do peemedebista e, mesmo que ele se torne alvo de representações por quebra de decoro parlamentar, o recesso parlamentar deve esfriar as denúncias.

Os aliados esperam ainda que para aliviar as tensões em torno de Sarney as atenções da Casa estejam voltadas para a instalação de duas CPIs: a da Petrobras e a do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) --o que pode tirar o parlamentar do "fogo cruzado".

Depois disso, acreditam que o Congresso vai entrar em ritmo de férias, dando chances para Sarney sobreviver à crise.

Comentários dos leitores
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
Freddy Grandke (250) 02/02/2010 10h27
"servidores que ameaçam recorrer à Justiça contra a implantação do novo sistema por meio do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União)".
Quer dizer que apesar de ser funcionário "público" eles não querem estar sob controle. Demitam todos e ai eles vão ver como era bom ser funcionário público.
sem opinião
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Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
Washington Marques (129) 02/02/2010 09h57
A Galera que vai trabalhar na campanha dos senadores para a releição ficaram fora do ponto eletronico. No Senado Federal, quanto maior o cargo do funcionário e do Senador, é que a fiscalização tem que ser maior, uma vez que na rede da tranbicagem peixe pequeno não entra. sem opinião
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Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
Plinio Vieira Soares (2) 01/02/2010 22h54
É lamentavel que o ex presidente Jose Sarney nao tenha o menor apesso pela sua biografia; Um politico sem carisma, que para se manter no poder negociou com todos os governos possiveis e aceitou as maiores torpezas podia ao menos na velhice respeitar o papel de homem da transiçao democratica e nao terminar assim como uma das maiores vergonhas da classe politica.
Esta promessa de ponto eletronicao é como a de reforma administrativa no Senado, se o Senado fosse uma empresa ja teria quebrado, sua eficiencia é vergonha para os cidadãos.
Se nosso sistema politico exigisse um numero minimo de votos sem os quais nao se elegeriam um politico poderiamos ter uma camara com 500, ou com 400, ou 300 ou 200 representaantes.
O ex presidente deveria se retirar para Ilha do Calhau e rezar para que o país o esquecesse.
sem opinião
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