Brasil
01/07/2009 - 16h14

Senado encerra sessão em homenagem a José Aristodemo Pinotti

Publicidade

da Agência Senado
da Folha Online

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encerrou na tarde desta quarta-feira a sessão deliberativa em sinal de luto pela morte do médico e deputado federal José Aristodemo Pinotti, aos 74 anos, vítima de um câncer de pulmão.

Sarney lamentou o falecimento do deputado lembrando sua atuação como médico e como parlamentar, sempre voltado para a atenção à saúde feminina. "Nós perdemos um grande homem do nosso tempo. Nossa paisagem humana fica menor sem sua presença."

O corpo de Pinotti é velado na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Ele morreu na madrugada de hoje no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O hospital informou que ele estava internado devido a complicações de um tumor no pulmão e morreu às 3h45. Ele deixa mulher, a professora universitária Suely Pinotti, dois filhos e cinco netos.

Famoso por seu trabalho como ginecologista, ele estava licenciado do cargo de deputado federal, para o qual se elegeu pelo DEM em 2006, e exercia a função de secretário especial da Mulher da Prefeitura de São Paulo desde março deste ano.

Nascido em 20 de dezembro de 1934, Pinotti era filho do dentista Alfredo Pinotti e da educadora sanitária Anna Bove Pinotti. Sua primeira formação foi em 1958, pela Faculdade de Medicina da USP, onde construiu grande parte de sua carreira. Ele foi diretor executivo do Instituto da Mulher do Hospital das Clínicas de São Paulo e chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da USP.

Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pinotti foi diretor da Faculdade de Ciências Médicas nos anos 1970 e ganhou o cargo de professor titular e chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Foi reitor da universidade entre 82 e 86.

Especializado em ginecologia pela Università Di Firenze (Itália), o médico era membro da Academia Paulista de Medicina e professor-adjunto da Universidade La Sapienza (Itália). Teve passagens pelos hospitais Pérola Byington e pelo próprio Sírio-Libanês.

Tem mais de 1.300 publicações, entre elas 37 livros científicos, mais de 450 artigos em revistas e jornais especializados nacionais e estrangeiros, duas teses publicadas e dois livros de poemas e colunas sobre saúde assinadas em jornais.

O médico também atuou na vida política, entre cargos de secretário da Educação e da Saúde, tanto do Estado quanto da prefeitura, entre 1987 e 1995. Em 95, ele assumiu cargo de deputado federal, pelo PMDB, e conseguiu sua segunda legislatura em 2002. Pelo DEM (ex-PFL), ele foi eleito para sua terceira legislatura.

O enterro ocorrerá às 17h no Cemitério da Consolação.

Comentários dos leitores
mario pedrosa (105) 26/11/2009 20h50
mario pedrosa (105) 26/11/2009 20h50
Pena, foram só 4 horas! sem opinião
avalie fechar
Cassio Tavares (664) 26/11/2009 20h24
Cassio Tavares (664) 26/11/2009 20h24
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. 1 opinião
avalie fechar
Fernando Fenerich (100) 26/11/2009 19h35
Fernando Fenerich (100) 26/11/2009 19h35
A justiça divina não falha, logo Sarney vai arder no inferno. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (18055)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca