Publicidade

Publicidade
Brasil
08/07/2009 - 09h48

Lula diz que dois mandatos são suficientes, mas não descarta concorrer no futuro

Publicidade

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta terça-feira, em Paris, que poderá voltar a disputar, no futuro, as eleições à Presidência da República.

"Eu acho que dois mandatos são suficientes para a gente cumprir um programa. Se daqui a algum tempo for necessário concorrer, concorreremos. Se não for necessário, ficaremos como eleitores, ou seja, eu penso que no Brasil está bom dois mandatos para o presidente da República", disse Lula ao canal de TV France 24.

Lula disse ainda considerar normal um político querer mais de dois mandatos. "Eu também acho normal uma pessoa querer mais que dois mandatos. Cada país e cada governante age em função de sua realidade."

O presidente citou a Europa como exemplo. "Aqui na Europa, um primeiro-ministro fica 16 anos, 17 anos, 18 anos e as pessoas não veem isso como um absurdo. E é uma eleição quase indireta, porque é o Parlamento que indica. Mas eu não acho isso um absurdo, eu acho que se um primeiro-ministro quer ficar 12 anos, que fique. Como ficou a Margaret Thatcher, como ficou o Felipe González. Ou seja, se alguém quer concorrer a mais de um mandato, concorra. Para mim, dois mandatos são suficientes. Acho que um é pouco, dois é bom, três é demais."

Ontem, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara seguiu o parecer do relator José Genoino (PT-SP) e rejeitou a admissibilidade constitucional da PEC (proposta de emenda à Constituição) do terceiro mandato, de autoria do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE).

Genoino alegou que a mudança constitucional ofende a ordem jurídica brasileira. As duas maiores bancadas, PT e PMDB, orientaram seus parlamentares a votar com o relator. No parecer, o relator sustenta que a PEC é uma medida "casuística" e "fulminada de inconstitucionalidade".

Na avaliação de Genoino, pelo menos três pontos são inconstitucionais. O primeiro seria o desrespeito ao princípio republicano e o outro o benefício dos atuais governantes. "Não se pode mudar as regras durante o jogo para favorecer quem está no poder. Isso sem dúvida é inconstitucional", disse.

Barreto criticou o relatório do petista e o acusou de ser parcial, ao analisar a PEC a partir de suas "ideologias" políticas. "Há uma contradição forte nesse parecer. O deputado fez uma análise pessoal. Ele está sendo incoerente com o que a própria Casa já decidiu antes, quando aprovou a reeleição. O que está em discussão é uma tese sobre duas reeleições continuadas e ele não avaliou isso. Ele deveria ter apresentado outro argumento", afirmou.

Comentários dos leitores
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
Louis Fod (324) 21/11/2009 22h41
LULA "diz" ou LULA disse , isso pouco importa quero saber o que ele FAZ ou fez. Isso aqui já foi mais animado. Resta a releitura dos episódios, Cano da Bolivia. Cano do Ecuador. Arapuca Hondurenha de Chaves... e na sequencia BNDES empresta 332 milhões para a Bolívia construir sua transcocalera.
-o-
Legal que o ministro "Lobão" não sabe o que seja tensão, corrente ou potência elétrica. Coisinha pouca, deixamos passar! Como disse um pelego do forum "um primario mal feito é irreparável".
sem opinião
avalie fechar
Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Eliezer pedroso (52) 21/11/2009 21h56
Caro Benedito, se o melhor presidente que esse país viu quisesse um terceiro mandato ele teria no primeiro turno no mínimo 65% dos votos. É uma pena que, diferente do ex-presidente, ele tem princípios e não mudará o jogo no decorrer do campeonato. Será que ele é o mentiroso? Ignorante na sua classe é regra. sem opinião
avalie fechar
João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
João Ramos (1) 21/11/2009 13h34
Sou português a viver no Brasil há 7 anos e parece-me que o país ganhou uma consistência económica importante que poderá alavancar um trabalho decisivo na educação, na qualificação do trabalho, nas infraestruturas sociais, na segurança, a partir do qual alguns problemas assinalados como mais graves poderão começar a ser atenuados e porque não resolvidos.
Para mim um dos méritos do Presidente é deixar o País preparado para se requalificar. O próximo Presidente não terá, por exemplo, um serviço de dívida externa a desviar recursos, terá um país com maior independência tecnológica e industrial, de certo modo, se não estou enganado, terá uma situação macroeconómica estável e portanto maior disponibilidade para um trabalho focado no quotidiano social,económico e cultural do povo brasileiro.
Quanto às sua declarações no Rio Grande do Norte, julgo que são as de um homem de Estado, responsável e confiante no Brasil.
De minha parte: Força Brasil!
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (616)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca