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04/11/2004 - 17h12

PT transforma Suplicy em "bode expiatório", diz Erundina

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JOÃO SANDRINI
da Folha Online

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) cobrou hoje mais autocrítica de segmentos do PT, que nesta semana apontaram o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) como um dos responsáveis pela derrota de Marta Suplicy (PT) em sua campanha pela reeleição em São Paulo. Para Erundina, Suplicy foi "injustiçado" e virou "bode expiatório".

A declaração contrária a Suplicy foi feita por Valdemir Garreta, secretário e coordenador da campanha de Marta, em entrevista à Folha. Segundo ele, o senador se vitimou após a separação do casal, "transformando a Marta numa pessoa insensível, arrogante, indiferente ao que ele sentia".

A postura de Suplicy teria alimentado a fama de mulher má e aumentado o preconceito contra a prefeita, o que é apontado por petistas como causa pela derrota na eleição. O discurso de Garreta foi endossado por outros petistas.

Para Erundina, entretanto, o PT comete uma "injustiça" com Suplicy. "Não é justo. Reconheço que o Suplicy procurou ajudar, tinha razões pessoais de sobra para não ter o envolvimento que teve, foi muito generoso inclusive", afirmou ela à Folha Online.

Ela também afirmou que o PT usa o senador como "bode expiatório" pela derrota. "Colocá-lo [Suplicy] como bode expiatório é absolutamente injusto e uma falta de humildade daqueles que também são responsáveis pela campanha. Não é justo nem lógico apontar um único culpado."

Revés nacional

Candidata derrotada na eleição municipal de São Paulo e criticada por petistas por não ter apoiado Marta, Erundina afirmou que o PT também sofreu um revés nacional no segundo turno.

Para ela, o partido deveria aproveitar para fazer uma autocrítica de sua atuação política, principalmente no âmbito federal, para não sofrer nova derrota em 2006. "Espero que eles entendam o recado das urnas", afirmou.

Ela citou o candidato petista derrotado em Porto Alegre, Raul Pont, como exemplo da autocrítica necessária ao PT. Segundo ela, Pont, que levou o partido a perder o comando da capital gaúcha após 16 anos, teria atribuído o revés à insatisfação da sociedade com o governo Lula.

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