14/09/2005
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22h07
da Folha Online, em Brasília
O resultado da votação do processo de cassação do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), nesta quarta-feira, não surpreendeu o líder tucano na Câmara, Alberto Goldman (SP).
O processo teve 313 votos a favor da cassação e 156 contra. Com isso, Jefferson perde seus direitos políticos por oito anos. A Casa registrou ainda 5 votos em branco, 13 abstenções e dois votos nulos. Ao todo, 489 deputados participaram da votação, que foi secreta.
Segundo Goldman, apesar de Jefferson ter feito bem para o país ao expor o esquema de corrupção no governo "ele [Jefferson] fazia parte deste esquema e tinha que ser punido. O resultado foi o esperado e configura uma ação do Congresso para iniciar o seu processo de limpeza interna".
Primeiro de uma série
Para o vice-líder do PFL, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto "este foi o primeiro de uma série de processos de cassações, a menos que os parlamentares indicados renunciem, muitos vão ser cassados".
Sobre o resultado da votação de hoje, Antonio Carlos Magalhães Neto disse que foi o esperado. Já o relator da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, José Eduardo Cardozo (PT-SP) disse que a Casa fez justiça no caso de Jefferson, mas avaliou que é difícil prever se os outros deputados indicados serão cassados.
"Foi um resultado justo, baseado nas provas, indiscutível e inquestionável. Agora, é impossível prever o resultado das outras representações. É possível que outras cassações venham à plenário".
Líderes da base
Cardozo avaliou ainda que a sociedade não aceitará qualquer operação "salva-vidas" e duvidou que os líderes da base estivessem promovendo tal operação.
Nesta quarta-feira, o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) afirmou estar preocupado com a possibilidade de Jefferson ser o único deputado cassado nesta crise. Ele denunciou ter ouvido rumores de uma operação "salva-vidas" entre os partidos da base aliada.
"O acordo é assim: você não vota a favor da cassação do meu, que eu voto contra a cassação do seu [deputados]". Para Redecker, se somente Jefferson for cassado, está configurada "a maior vergonha da história do Congresso Brasileiro".
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Líder tucano diz que cassação de Jefferson não o surpreendeu
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ROSE ANE SILVEIRAda Folha Online, em Brasília
O resultado da votação do processo de cassação do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), nesta quarta-feira, não surpreendeu o líder tucano na Câmara, Alberto Goldman (SP).
O processo teve 313 votos a favor da cassação e 156 contra. Com isso, Jefferson perde seus direitos políticos por oito anos. A Casa registrou ainda 5 votos em branco, 13 abstenções e dois votos nulos. Ao todo, 489 deputados participaram da votação, que foi secreta.
Segundo Goldman, apesar de Jefferson ter feito bem para o país ao expor o esquema de corrupção no governo "ele [Jefferson] fazia parte deste esquema e tinha que ser punido. O resultado foi o esperado e configura uma ação do Congresso para iniciar o seu processo de limpeza interna".
Primeiro de uma série
Para o vice-líder do PFL, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto "este foi o primeiro de uma série de processos de cassações, a menos que os parlamentares indicados renunciem, muitos vão ser cassados".
Sobre o resultado da votação de hoje, Antonio Carlos Magalhães Neto disse que foi o esperado. Já o relator da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, José Eduardo Cardozo (PT-SP) disse que a Casa fez justiça no caso de Jefferson, mas avaliou que é difícil prever se os outros deputados indicados serão cassados.
"Foi um resultado justo, baseado nas provas, indiscutível e inquestionável. Agora, é impossível prever o resultado das outras representações. É possível que outras cassações venham à plenário".
Líderes da base
Cardozo avaliou ainda que a sociedade não aceitará qualquer operação "salva-vidas" e duvidou que os líderes da base estivessem promovendo tal operação.
Nesta quarta-feira, o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS) afirmou estar preocupado com a possibilidade de Jefferson ser o único deputado cassado nesta crise. Ele denunciou ter ouvido rumores de uma operação "salva-vidas" entre os partidos da base aliada.
"O acordo é assim: você não vota a favor da cassação do meu, que eu voto contra a cassação do seu [deputados]". Para Redecker, se somente Jefferson for cassado, está configurada "a maior vergonha da história do Congresso Brasileiro".
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