21/09/2005
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17h00
O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE) afirmou nesta quarta-feira que uma "elitezinha" tentou derrubá-lo do cargo. Severino discursou no plenário da Casa antes de anunciar sua esperada renúncia. Em suas declarações, o deputado relembrou sua infância, sua carreira política até a presidência e afirmou que vai voltar à Câmara. "Voltarei. O povo me absolverá", disse ele, como fecho do discurso.
Citando um deputado, Severino afirmou sobre si mesmo: "A queda do presidente do baixo clero, lógico, é a vitória dessa elitezinha que fez tudo para derrubá-lo e ridicularizá-lo".
O parlamentar também prometeu provar sua inocência e afirmou que seus acusadores "não estão preocupados em apurar a verdade mas apenas em fazer sangrar a vítima diante dos clamores de sangue e de vingança". Em uma referência ao empresário Sebastião Buani, que o acusou de receber propina e foi o pivô da crise, chamou-o (sem, no entanto, citar o nome) de "um empresário, que precisava da mentira para encobrir as dívidas crescentes de seus restaurantes".
Segundo ele, a renúncia foi sua única saída porque já sabia ser "condenado de antemão. Minha culpabilidade foi declarada, sem apelação, antes das provas e mesmo, do processo e minha condenação veio antes de qualquer sentença: veio pela imprensa, veio pela voz de alguns poucos".
Em uma retrospectiva dos meses que passou na presidência, o deputado afirmou que promoveu uma economia de R$ 120 milhões e a votação de leis "de interesse da população", que "foram desengavetados".
Citou como exemplo a lei das células-tronco, que "abre novos horizontes para o tratamento de doenças crônicas". A lei, em princípio, teve oposição de Severino, que alegou convicções religiosas, mas foi convencido pela filha, a deputada estadual pernambucana Ana Cavalcanti (PP-PE).
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"Elitezinha" tentou me derrubar, diz Severino, em discurso
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da Folha OnlineO presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE) afirmou nesta quarta-feira que uma "elitezinha" tentou derrubá-lo do cargo. Severino discursou no plenário da Casa antes de anunciar sua esperada renúncia. Em suas declarações, o deputado relembrou sua infância, sua carreira política até a presidência e afirmou que vai voltar à Câmara. "Voltarei. O povo me absolverá", disse ele, como fecho do discurso.
Citando um deputado, Severino afirmou sobre si mesmo: "A queda do presidente do baixo clero, lógico, é a vitória dessa elitezinha que fez tudo para derrubá-lo e ridicularizá-lo".
O parlamentar também prometeu provar sua inocência e afirmou que seus acusadores "não estão preocupados em apurar a verdade mas apenas em fazer sangrar a vítima diante dos clamores de sangue e de vingança". Em uma referência ao empresário Sebastião Buani, que o acusou de receber propina e foi o pivô da crise, chamou-o (sem, no entanto, citar o nome) de "um empresário, que precisava da mentira para encobrir as dívidas crescentes de seus restaurantes".
Segundo ele, a renúncia foi sua única saída porque já sabia ser "condenado de antemão. Minha culpabilidade foi declarada, sem apelação, antes das provas e mesmo, do processo e minha condenação veio antes de qualquer sentença: veio pela imprensa, veio pela voz de alguns poucos".
Em uma retrospectiva dos meses que passou na presidência, o deputado afirmou que promoveu uma economia de R$ 120 milhões e a votação de leis "de interesse da população", que "foram desengavetados".
Citou como exemplo a lei das células-tronco, que "abre novos horizontes para o tratamento de doenças crônicas". A lei, em princípio, teve oposição de Severino, que alegou convicções religiosas, mas foi convencido pela filha, a deputada estadual pernambucana Ana Cavalcanti (PP-PE).
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