09/09/2006
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17h34
O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, disse neste sábado que a carta publicada aos eleitores no site do partido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é positiva para o presidenciável Geraldo Alckmin. Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, considerou que a carta mostra o "desequilíbrio" de FHC.
Apesar de FHC ter feito elogios a Alckmin e atacado a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, a carta abriu nova crise na campanha do ex-governador de São Paulo, que está 24 pontos percentuais atrás de Lula, de acordo com a pesquisa Datafolha publicada nesta semana.
O comando da campanha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin discorda de Serra e considera que a carta dá como praticamente certa a reeleição de Lula no primeiro turno.
Serra disse hoje que o efeito negativo sobre a campanha de Alckmin não passa de especulação. "A carta é boa porque mostra os aspectos essenciais do governo Lula e as diferenças dele com os candidatos e dirigentes do PSDB, inclusive entre Alckmin e Lula, o que é muito positivo para o Alckmin".
Sobre os comentários a respeito do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Serra disse que FHC o "defendeu", embora tenha dito na carta que o partido errou ao "tapar o sol com a peneira" em relação a Azeredo.
O mineiro foi acusado de ter feito caixa dois na campanha de 1998 com a ajuda de Marcos Valério, escândalo conhecido como mensalão.
Desespero
Para Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, o conteúdo da carta é um sinal de "desespero" e "aflição", e mostra ainda o "desequilíbrio" do ex-presidente.
"Nenhum candidato do PSDB pediu apoio a ele porque os oito anos do governo dele o povo não quer lembrar. Eu acho que isso é o que leva a esse desequilíbrio. E é desta forma errática que Fernando Henrique Cardoso tem participado da vida pública do país", afirmou.
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Serra diz que carta de FHC é positiva e Mercadante considera "desequilíbrio"
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da Folha OnlineO candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, disse neste sábado que a carta publicada aos eleitores no site do partido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é positiva para o presidenciável Geraldo Alckmin. Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, considerou que a carta mostra o "desequilíbrio" de FHC.
Apesar de FHC ter feito elogios a Alckmin e atacado a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, a carta abriu nova crise na campanha do ex-governador de São Paulo, que está 24 pontos percentuais atrás de Lula, de acordo com a pesquisa Datafolha publicada nesta semana.
O comando da campanha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin discorda de Serra e considera que a carta dá como praticamente certa a reeleição de Lula no primeiro turno.
Serra disse hoje que o efeito negativo sobre a campanha de Alckmin não passa de especulação. "A carta é boa porque mostra os aspectos essenciais do governo Lula e as diferenças dele com os candidatos e dirigentes do PSDB, inclusive entre Alckmin e Lula, o que é muito positivo para o Alckmin".
Sobre os comentários a respeito do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Serra disse que FHC o "defendeu", embora tenha dito na carta que o partido errou ao "tapar o sol com a peneira" em relação a Azeredo.
O mineiro foi acusado de ter feito caixa dois na campanha de 1998 com a ajuda de Marcos Valério, escândalo conhecido como mensalão.
Desespero
Para Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, o conteúdo da carta é um sinal de "desespero" e "aflição", e mostra ainda o "desequilíbrio" do ex-presidente.
"Nenhum candidato do PSDB pediu apoio a ele porque os oito anos do governo dele o povo não quer lembrar. Eu acho que isso é o que leva a esse desequilíbrio. E é desta forma errática que Fernando Henrique Cardoso tem participado da vida pública do país", afirmou.
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