09/10/2006
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14h15
da Folha Online, em Brasília
O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT) tentou dar uma nova interpretação hoje à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ontem, no debate da TV Bandeirantes, deu a entender que sua gestão comprou votos no Congresso ao questionar "onde é que começou a compra de votos".
Segundo Wagner, com o calor do debate, a frase do presidente acabou mal interpretada, pois deveria ter saído da seguinte forma: "Se houve compra de votos [no caso do mensalão], ela começou na reeleição", disse.
Para o governador eleito, as denúncias do mensalão e da compra de votos para a reeleição devem ser tratadas da mesma forma, porque ambas não foram comprovadas, apesar das suspeitas.
"Da mesma forma que, no mensalão, ao PT se atribuía financiamento de campanha e compra de votos, na época da reeleição houve várias circulações de dinheiro que eram endereçadas a ganhar votos para a reeleição. Então ele [Lula] mostrou que dois casos semelhantes não podem ser tomados como conclusivos", disse.
Ele afirmou que se o PSDB quiser dar um tratamento de "caso encerrado" para o mensalão vão receber o troco do PT.
"Se querem tomar como conclusivo o mensalão, então também poderíamos concluir que o FH comprou?", advertiu.
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Jaques Wagner diz que presidente Lula não admitiu mensalão
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ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT) tentou dar uma nova interpretação hoje à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ontem, no debate da TV Bandeirantes, deu a entender que sua gestão comprou votos no Congresso ao questionar "onde é que começou a compra de votos".
Segundo Wagner, com o calor do debate, a frase do presidente acabou mal interpretada, pois deveria ter saído da seguinte forma: "Se houve compra de votos [no caso do mensalão], ela começou na reeleição", disse.
Para o governador eleito, as denúncias do mensalão e da compra de votos para a reeleição devem ser tratadas da mesma forma, porque ambas não foram comprovadas, apesar das suspeitas.
"Da mesma forma que, no mensalão, ao PT se atribuía financiamento de campanha e compra de votos, na época da reeleição houve várias circulações de dinheiro que eram endereçadas a ganhar votos para a reeleição. Então ele [Lula] mostrou que dois casos semelhantes não podem ser tomados como conclusivos", disse.
Ele afirmou que se o PSDB quiser dar um tratamento de "caso encerrado" para o mensalão vão receber o troco do PT.
"Se querem tomar como conclusivo o mensalão, então também poderíamos concluir que o FH comprou?", advertiu.
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